Plano Safra 2025 será o mais caro da história recente

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O agronegócio brasileiro se prepara para ter o Plano Safra mais caro da história recente. A projeção é baseada na expectativa de aumento da taxa Selic, que pode alcançar 15% ao ano em 2025, patamar não visto desde 2006. Naquele ano, a taxa atingiu 15,25% a.a. Ou seja, o Plano Safra 2025 deverá ter os custos de financiamento mais altos dos últimos 19 anos. Com juro alto, há também o desafio para o governo equalizar as taxas subsidiadas, que é quando o governo paga parte dos juros de um empréstimo para que o tomador pague taxas menores. O resultado: escassez de dinheiro com juro baixo.A alta dos juros também dificulta o financiamento do setor agropecuário no mercado de capitais. Em períodos anteriores, quando a Selic estava entre 2,5% e 3% ao ano, os produtores conseguiam buscar crédito diretamente no mercado. Hoje, com a Selic em 13,25% e projeções indicando 15%, as taxas de financiamento privado podem alcançar entre 18% e 20%, tornando essa alternativa inviável para muitos, me disse Guilherme Bastos, ex-secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura.Crédito mais caro para o agro também representa um desafio no combate à inflação dos alimentos, que afeta todos os brasileiros. E por quê? O financiamento acessível é fundamental para manter os custos de produção baixos e, consequentemente, garantir investimentos, oferta e preços mais acessíveis ao consumidor, destaca a Federação da Agricultura do Estado do Paraná.O cenário que se desenha para o Plano Safra 2025 é desafiador. E no atual Plano Safra 2024, como estão as coisas? Nesta semana, o governo publicou no Diário Oficial da União uma medida provisória liberando R$ 4,1 bilhões para o crédito rural. É um alívio temporário, depois da suspensão do financiamento pelo Tesouro. Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp! WhatsApp A combinação de juros elevados, demanda crescente por recursos e a necessidade de manter a produção agrícola abundante exige soluções definitivas — e não só remendos quando o crédito se esgota. Com a importância do agro no custo de vida dos brasileiros, o Plano Safra precisa ser prioridade, e não um improviso. Leia também Plano Safra: suspensão gera crise entre Lula e o agro