Primeiro minerador de asteroides já está no Espaço

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Na noite desta quarta-feira (26), a SpaceX mandou, ao Espaço, o primeiro minerador de asteroides da história. O lançamento se deu às 21h16 (horário de Brasília) e foi realizado diretamente do Centro Espacial Kennedy da NASA.A ousada empreitada é da empresa privada AstroForge, cuja missão Odin vai pousar um minerador no asteroide 2022 OB5. E não foi só isso que o foguete Falcon 9 enviou. A bordo, também está uma missão da Intuitive Machines e o Lunar Trailblazer da NASA. Se tudo der certo, a Odin vai alcançar seu alvo no fim deste ano.Como foi o lançamento do minerador de asteroidesApós cerca de 8,5 minutos do lançamento, o propulsor do primeiro estágio do Falcon 9, mais uma vez, voltou à Terra e pousou perfeitamente na plataforma de pouso da SpaceX, a A Shortfall of Gravitas;Em cerca de 43,5 minutos, o módulo Athena, da Intuitive Machines, será o primeiro a deixar o foguete, caso tudo dê certo. Quatro minutos depois, será a vez do Lunar Trailblazer;O último a ir de encontro a seu destino será o Odin.Em cerca de 43,5 minutos, módulo Athena será o primeiro a deixar o foguete, caso tudo dê certo; quatro minutos depois, será a vez do Lunar Trailblazer;o último a ir de encontro a seu destino será o Odin (Imagem: Reprodução/NASA)Cronologia da AstroForge e sua missão ousadaA AstroForge está se preparando para a missão desde 2010. Desde a “era da promessa” da mineração espacial, muitas empresas fecharam sem nem chegarem perto de um asteroide (mineração é um ramo caro e missões espaciais mais ainda). Mas a AstroForge parece ter superado os primeiros desafios, tendo sua semana mais decisiva de sua história. “Se isso der certo, provavelmente será o maior negócio já concebido”, disse Matt Gialich, fundador e presidente-executivo da AstroForge, ao The New York Times. Mas, para esse negócio realmente acontecer, muita coisa precisa dar certo, incluindo alcançar o asteroide.A Odin ainda é considerada uma missão teste, isso porque ela não vai, de fato, minerar o asteroide, mas vai pousar um módulo lá, indicando que é possível fazer isso, levantando investimentos para missão futura.Esse foi o segundo lançamento da empresa. O primeiro, em abril de 2023, chamado Brokkr-1, alcançou, com sucesso, a órbita da Terra, mas não foi possível ativar com sucesso o protótipo da tecnologia de refinaria a bordo para demonstrar que ela funciona em microgravidade.Apesar desse contratempo, a AstroForge afirmou que o teste foi positivo e rendeu “a experiência de uma campanha de voo, desde o projeto conceitual até as operações em órbita e todas as etapas intermediárias para construir, qualificar e certificar um veículo para o Espaço”.O teste também foi suficiente para arrecadar financiamento de US$ 55 milhões (R$ 317,63 milhões, na conversão direta), que permitiu a missão atual.Mas agora, a AstroForge se prepara para algo muito mais ousado, a empresa foi a primeira companhia privada a conseguir autorização da Comissão Federal de Comunicações dos EUA (FCC, na sigla em inglês) para lançar uma missão além da lua, permitindo a companhia alcançar o Espaço profundo.Mais sobre o asteroide-alvoO 2022 OB5 é um objeto relativamente pequeno, com o tamanho parecido com o de um campo de futebol. Mas a escolha se deve ao fato de o OB5 ser um tipo M, classe de asteroides que compreende 5% das rochas espaciais conhecidas que podem ter grande quantidade de metal.Pesquisas demonstram que asteroides do tipo M podem ser ricos em ferro e níquel. Dependendo da concentração (e da possibilidade de extrair esse mineral) isso poderia virar o jogo da mineração aqui na Terra.“Um único asteroide de um quilômetro de diâmetro, se contivesse platina, conteria cerca de 117 mil toneladas de platina”, disse Mitch Hunter-Scullion, fundador e executivo-chefe da Asteroid Mining Corporation na Grã-Bretanha, ao jornal estadunidense.“Isso é cerca de 680 anos de suprimento global. Você está falando de séculos de demanda de platina de um único asteroide”, completou o especialista. “Mesmo se você obtiver mil toneladas de platina, você estará sentado lá com o próximo meio século de telefones celulares.”Parte do foguete Falcon 9, da SpaceX (Imagem: Michael Vi/Shutterstock)Mas isso ainda está longe de ser uma certeza, primeiro porque muitos duvidam que esses asteroides tenham concentração tão grande desses metais e outra que os custos da extração podem não compensar. Ainda existe uma questão legal sobre os direitos em cima dos asteroides e outras questões relacionadas a danos que isso poderia causar nas rochas espaciais. Mas, de qualquer forma, o lançamento da AstroForge pode nos dar algumas repostas sobre as chances da mineração espacial prosperar.Matéria em atualizaçãoO post Primeiro minerador de asteroides já está no Espaço apareceu primeiro em Olhar Digital.