Petrobras chega a menos de R$ 500 bilhões em valor de mercado pela primeira vez no ano

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Com a forte queda das ações após a divulgação dos resultados de 2024, a Petrobras viu uma perda de mais de R$ 20 bilhões em seu valor de mercado nesta quinta-feira, 27. No momento, a petroleira está valendo R$ 495 bilhões. O número é o menor desde novembro de 2024 e está abaixo de R$ 500 bilhões pela primeira vez em 2025.Segundo dados divulgados pela B3, a Petrobras fechou ontem com valor de mercado de R$ 514,9 bilhões. No Ibovespa, as ações preferencial da Petrobras (PETR4 ) caíam 4,30% e as ordinárias (PETR3) caía 5,87% na tarde desta quinta. Na mínima, o papel chegou a cair 8%.Analistas do mercado financeiro chamam a atenção para o valor dos dividendos anunciado pela estatal e seu capex.Para Ruy Hungria, analista da Empiricus, algo que demanda atenção são os investimentos, que aceleraram de US$ 4,4 bilhões no terceiro trimestre para US$ 5,7 bilhões no quarto trimestre. "Isso, inclusive, fez o capex estourar o guidance do ano, e pode começar a impactar o pagamento de dividendos da estatal daqui para frente", afirma o especialista.A empresa anunciou R$ 9,1 bilhões em dividendos ordinários, abaixo das projeções de analistas, que esperavam algo em torno de R$ 14 bilhões.Resultados da PetrobrasNa véspera, a petroleira divulgou um prejuízo de R$ 17 bilhões no 4º trimestre de 2024, revertendo o lucro de R$ 31 bilhões registrado no mesmo período de 2023. O resultado foi fortemente impactado pela variação cambial nas dívidas entre a estatal e suas subsidiárias no exterior.O lucro líquido ajustado do trimestre seria de R$ 17,7 bilhões, representando uma queda de 53% em relação ao quarto trimestre de 2023.A receita líquida totalizou R$ 121,3 bilhões, uma redução de 6,4% em comparação ao trimestre anterior, e 9,7% em relação ao ano anterior. Já o EBITDA ajustado foi de R$ 40,9 bilhões, refletindo uma queda de 38,7% em comparação ao mesmo trimestre de 2023.A margem EBITDA foi de 34%, uma queda considerável frente aos 50% registrados no quarto trimestre do ano passado, refletindo os efeitos negativos sobre as margens do refino e o aumento dos custos operacionais.