Mais uma ofensiva da facção criminosa Comando Vermelho (CV) para tentar monitorar comparsas encarcerados do Complexo Penitenciário de Bangu, no Rio de Janeiro, foi desarticulada pela forças de segurança do estado e pelo Ministério Público (MPRJ). Uma operação conjunta demoliu 20 construções irregulares erguidas em um loteamento clandestino nas imediações dos presídios. Faccionados vem instituindo bases de atuação no entorno das cadeias, com o objetivo de tomar os bairros próximos para formar um cinturão ao redor das unidades prisionais, onde estão custodiados os principais chefes do grupo criminosoA ação contou com o apoio da Secretaria de Ordem Pública (Seop), da Polícia Militar e da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap-RJ). Os imóveis do “Condomínio do Crime” foram construídos sem autorização da Prefeitura Rio, a menos de 250 metros da unidade prisional, em uma área de segurança onde edificações são proibidas por lei. Leia também Na Mira Mais um chefe do Comando Vermelho vai para presídio federal. Veja qual Na Mira Chefão do Comando Vermelho faz aniversário com fogos e balas traçantes Na Mira Comando Vermelho determina uso de “internet do tráfico” em comunidades Na Mira Ex-miliciano vira bicheiro e “vende bairros” para o Comando Vermelho A operação foi planejada a partir de um relatório da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap-RJ), que aponta que criminosos querem utilizar as áreas para praticar crimes, como arremesso de drogas e de celulares para dentro das prisões, e podem servir como instrumento para facilitar possíveis fugas.Prejuízo de R$ 1 miEm uma análise preliminar da SEOP, realizada com avaliação externa, engenheiros da prefeitura do Rio estimam um prejuízo de R$ 1 milhão aos responsáveis pelas construções irregulares. A área sofre influência do crime organizado. Pelo MPRJ participam da operação o novo Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente (GAEMA/MPRJ), recriado pelo procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, a Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) e a Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Sistema Prisional.De acordo com o MPRJ, as invasões de propriedade e construções clandestinas ao redor do complexo prisional, supostamente orquestradas por uma facção criminosa, facilitam fugas e a entrada de itens proibidos no Complexo de Gericinó. Além das demolições das unidades não habitadas, a prefeitura notificará os imóveis já ocupados, cujos moradores serão assistidos pela Secretaria de Assistência Social.