Ator fala sobre o papel essencial que Mat tem para seu grupo de amigos em A Roda do Tempo. Há de ser o que a roda tecer e, de acordo com Dónal Finn, A Roda do Tempo continuará trazendo novos desafios para o seu personagem Mat Cauthon. Em nome da Legião pude bater um papo com o ator para descobrir o que vem por aí nesta terceira temporada da série. Na primeira temporada, era Barney Harris quem interpretava o charmoso e assombrado Mat Cauthon. No entanto, com a saída do ator, o papel foi rapidamente preenchido por Dónal Finn. Agora, ele finalmente sente que está mais acostumado com o seu personagem: “A forma que eu interpreto Mat nessa terceira temporada é diferente,” revela. “Eu estou me sentindo um pouco mais ancorado e confiante no tipo de mundo [em que a história se passa] e qual é o papel do Mat na dinâmica do grupo.” Ele explica que, na sua visão, Mat é responsável por elevar o espírito dos seus companheiros, garantindo que eles se lembrem das coisas boas da vida.“Eu acho que ele está descobrindo muita coisa sobre ele mesmo. A jornada dele é muito introspectiva. Quando ninguém está olhando, é quando ele está investigando as coisas, quando ele tem privacidade,” continua Finn. “Mas publicamente, eu acho que ele é alguém que tenta fazer as outras pessoas lembrarem do motivo para terem começado essa jornada, pelo quê eles estão lutando. De certa forma, ele meio que conecta eles ao lar, trazendo essa motivação para ser um bom amigo, para lembrar que essa amizade deles é o ponto para o qual eles querem retornar quando tudo aquilo tiver acabado. Eu acho que o Mat sabe que a amizade dele, a forma que ele está conectado com os rapazes de Dois Rios, é um motivador para que eles busquem essas aventuras para poderem retornar para a versão de normalidade que eles tinham.”Para o ator, o personagem estará diferente do que vimos nos outros anos, tendo entendido quem ele é neste mundo mágico e perigoso: “Agora [na terceira temporada] Mat está em uma espécie de mentalidade diferente de quando eu o conheci no começo da segunda temporada. Acho que agora ele aceitou ou aprendeu mais sobre si mesmo, que as pessoas podem esperar mais dele do que apenas ser um amigo que conta piadas para manter o clima alegre. Acho que ele está descobrindo que tem mais coisas sendo escritas para ele. Então a jornada dele é sobre como ele reage, se ele vai escolher crescer ou não.”Se para muitos Mat é um bon-vivant despreocupado, poucos tem a oportunidade de conhecer seu lado mais sombrio e vulnerável. Finn conta que essa é uma das características que ele mais gosta no personagem. “É muito bom poder interpretar essa espécie de disparidade entre a vida pública e privada de alguém. E eu acho que a forma que eu gosto de meio que trabalhar isso é mostrar que ele sabe que seu amigos… tipo, ele olha ao redor e vê um líder ou um grande senso de heroísmo neles, algo que ele não necessariamente vê nele mesmo. Então eu acho que ele meio que aceita o papel de, sabe, ser o apoio deles,” explica. “Ele sabe que tem dificuldades e está ciente de que ele não quer mostrar isso por saber tudo que está acontecendo com os outros personagens. Então eu acho que ele é bem seletivo sobre com quem ele se abre. As pessoas meio que tem que arrancar essas respostas dele. Acho que é uma coisa meio generosa que ele faz, na qual ele simplesmente sabe as dificuldades que cada amigo está passando.” E nesta terceira temporada veremos um pouco mais dessa capacidade de Mat para apoiar seus amigos — mesmo que em detrimento de ajudar a si mesmo. “Tem uma parte dos livros que diz que o Mat sabe a glória que é estar vivo e que ele quer que as pessoas roubem esses momentos de conexão e alegria sempre que puderem. Sabe, isso é o que amarra todos eles juntos nessa terceira temporada. Fundamentalmente eles estão vivendo em um período bem perigoso e ele não sabe quando eles terão isso [os momentos de alegria] de novo,” pontua. “Ele só quer curtir seus amigos por quem eles são, meio que esquecer que eles estão diante dessa ameaça iminente, ver eles se comportando como jovens, como se não tivesse todo esse caos na vida deles atualmente. Isso é algo que eles deveriam estar fazendo, então ele quer preservar isso.”“É interessante porque ele está ferido. Ele está machucado. E ele está lidando com seu próprio luto e dor. E obviamente, nessa temporada, ele só não está disposto a falar sobre isso por saber que todo mundo tem seus problemas,” finaliza.Para Finn, é justamente essa capacidade que Mat tem de aliviar o clima mais intenso que vemos na série, que faz dele um personagem tão cativante: “Eu acho que o Mat sabe muito bem qual o papel que ele preenche no seu grupo de amigos. Eles foram buscados para entrar nessa grande aventura de suas vidas, eles foram selecionados por Moiraine lá no começo da primeira temporada, e isso é algo difícil pra eles. Eu acho que ele vê isso e ativamente escolhe aliviar o fardo deles,” comenta. “Eu acho que ele fica feliz em agir como uma distração, se esses personagens ficassem só com as vozes em suas cabeças, eles poderiam meio que se afundar pensando no que seria seus futuros e como as pessoas olharam pra eles em busca de liderança, mesmo eles sendo jovens demais. Cada personagem, quando eles se separam, vão viver suas histórias individuais. Só que às vezes tem muita dor que é contida, uma espécie de luto, e o Mat desafia isso. Se você está passando de trama para trama, você pode ver ele com Min [Farshaw, interpretada por Kae Alexander] andando pela estrada e sentir uma leveza, pelo menos nessas cenas em que ele está agindo como um objeto de distração para evitar as partes difíceis. Ele dá para o público um respiro dessas dificuldades. Eu acho que é assim que enxergo o papel dele dentro do grupo.” A aguardada terceira temporada de A Roda do Tempo estreia dia 13 de março no Prime Video.Veja também:Fonte: Legião dos Heróis.