Investir em criptomoedas tem seus riscos, mas se feito com responsabilidade e consciência pode gerar bons retornos. Confira alguns ativos promissores para 2025 Em 2025, o cenário das criptomoedas passou por um novo "boom", impulsionado por diversos fatores, com o valor total do mercado de criptomoedas batendo US$ 3,5 trilhões. Muito desse crescimento é consequência da maior adoção institucional das criptos, do halving do Bitcoin — reduz pela metade a recompensa dos mineradores —, além da entrada de Donald Trump no mundo cripto com sua própria memecoin. Apesar de a volatilidade prevista ser o principal atrativo para negociações de curto prazo, ela também implica na exigência de um estudo aprofundado e constante para quem quiser investir em criptos. O TechTudo listou 5 opções de criptomoedas que podem ser boas opções para investir em 2025.🔎 World ID: entenda 'venda de íris' em cripto que viralizou no TikTok🔔 Canal do TechTudo no WhatsApp: acompanhe as principais notícias, tutoriais e reviewsQual é a melhor criptomoeda para investir em 2025? Conheça 5 opçõesUnsplash/Bermix Studio📝 Bitcoin Miner: como sacar Satoshis? Saiba mais no Fórum do TechTudoO que são criptomoedas e como decidir qual comprar?Criptomoedas são moedas digitais que utilizam tecnologias avançadas de criptografia em redes descentralizadas, os blockchains, para controlar tanto a segurança e validação das transações, quanto a própria geração de novas unidades.Na prática, a tecnologia armazena os dados criptografados em blocos organizados em cadeias. Além da própria criptografia, um diferencial que faz dos blockchains bancos de dados seguros é que qualquer inserção de novos blocos depende do consenso de toda a malha de rede descentralizada rodando esses bancos, assegurando a consistência cronológica dos dados, impedindo que informações prévias sejam modificadas.Ou seja, em termos de segurança da informação, utilizar blockchains permite registrar as transações e regular a criação de novas Bitcoin, por exemplo, sem a mediação obrigatória de um órgão fiscal regulador, como o Banco Central do Brasil. É impossível — e até leviano — sugerir que criptomoedas são uma forma totalmente segura de investimento para a maioria esmagadora das pessoas, sendo preciso estudar o mercado e acompanhar os movimentos de criptoativos antes de começar a investir. Initial plugin textMesmo moedas mais populares, como Bitcoin ou Ethereum, podem passar por períodos de desvalorização intensa. De maneira geral, porém, são boas alternativas a longo prazo, pensando nem tanto na projeção de ganhos, mas na diversificação da carteira. Outra opção nesses casos são as Stablecoins, menos sujeitas a flutuações por estarem pareadas a ativos com lastro econômico real, como o Tether, vinculado ao valor do dólar.Já pensando em estratégias mais arrojadas e focadas na realização rápida de lucros, quase sempre as melhores opções são as Altcoins, que são basicamente qualquer cripto que não seja Bitcoin ou Ethereum, como Litecoin (LTC) e Ripple (XRP), ou as Memecoins. Como o nome já sugere, as Memecoins são criadas a partir de memes, sendo as mais arriscadas, e quase sempre com bolhas muito curtas de valorização, servindo, sim, para ganhos rápidos, mas quase sempre alvos fáceis para especulação.Cuidado ao investirÉ justamente a ausência de um sistema regulatório vinculado às economias que deixa essas moedas muito mais suscetíveis a especulação financeira, abrindo margem para surgirem as chamadas bolhas. Grupos online podem ventilar informações para aumentar a procura por uma moeda específica, sugerindo que ela terá uma super valorização, de fato inflando o valor de mercado. Contudo, por não ser utilizada amplamente e de forma consistente, os especuladores liquidam seus ativos rapidamente após a moeda atingir um valor interessante para realizar lucros, fazendo com que os preços de mercado despenquem, deixando milhares de investidores inexperientes no prejuízo. Considerando que não há órgãos oficiais garantindo a seguridade do valor investido, como o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), não há nem a quem recorrer nesses casos. Um agravante ainda maior no caso das criptomoedas é que elas não operam em pregões com horários de abertura e fechamento, mas são negociadas 24 horas por dia. Ou seja, se um ativo derrete enquanto um investidor literalmente dormia, ele simplesmente perdeu aquele valor, sem muitas possibilidades de reavê-lo, ao menos não com o mesmo ativo. Além do apelo enquanto investimento, criptomoedas são essencialmente bancos de dados digitaisReprodução/Ethereum World NewsPor essa razão, não é recomendado investir em criptomoedas sem um acompanhamento especializado, muito estudo, e ainda assim algumas perdas serão inevitáveis. Uma dica importante é evitar investir montantes que não possam ser perdidos, já que este é um risco é real, além de sempre programar ordens de parada, para minimizar perdas caso uma moeda específica despenque enquanto o investidor não tiver como negociar ativamente. Uma sugestão ainda mais relevante é nunca negociar criptomoedas em corretoras genéricas, preferindo sempre empresas com boa reputação, como a Binance, Foxbit. Outra opção é utilizar homebrokers de corretoras de valores tradicionais, com a diferença que, geralmente nesses casos, no lugar de comprar os ativos em si, os usuários adquirem fundos do tipo ETFs atrelados ao valor das moedas digitais.Por fim, o mais indicado é comprar criptomoedas por meio de corretoras confiáveis. Essas plataformas facilitam a negociação de criptomoedas e garantem que a transação será feita corretamente. Além disso, as “exchanges”, como são conhecidas, oferecem mecanismos para proteger o investidor de ter grandes perdas, como os “Stops de venda”, por exemplo. Fugir de corretoras desconhecidas também é uma forma de se prevenir contra golpes e fraudes, com promessas de ganhos rápidos sem muito esforço, mas que quase sempre acabam sendo esquemas de pirâmide.Melhores criptomoedas para investir em 2025Bitcoin (BTC)Ethereum (ETH)Solana (SOL)Ripple (XRp)Cardano (ADA)1. Bitcoin (BTC)Criado em 2009, o Bitcoin foi a primeira criptomoeda lançada e definiu praticamente todos os parâmetros utilizados até hoje. Como criptomoedas não possuem seu valor determinado por um lastro correspondente a “coisas” reais, como ouro, ou outros bens fixos, seu valor é determinado principalmente por critérios subjetivos, como utilidade, adoção, disponibilidade. Evidentemente, ser a primeira criptomoeda inventada garante ao BTC uma série de vantagens na maioria dos quesitos que interferem na valoração do ativo, fazendo com que até hoje ela seja a moeda mais valiosa e estável do mercado.Um diferencial importante da BTC é que, quando ela foi criada por Satoshi Nakamoto — pseudônimo adotado pelo indivíduo ou grupo que inventou a moeda —, determinou-se que só poderiam ser mineradas 21 milhões de unidades de Bitcoins. Com isto, ela possuiu uma natureza limitada, interferindo diretamente no seu potencial de valoração. As estimativas mais recentes apontam que restam apenas 1,7 milhão de Bitcoins mineráveis, e considerando que a maioria dos blockchains possíveis da moeda digital já foram criados, lembrando que eles são cronologicamente sequenciais. Dessa forma, o poder computacional necessário para minerar o restante praticamente não se justifica, fazendo com que a flutuação do valor, ao menos pelo aumento de disponibilidade, seja mais limitada. Bitcoin passou por grande valorização no último ano após halving em maio de 2024Reprodução/CoinMarketCapAtualmente, a valoração de mercado (market cap) da BTC está avaliada em torno de US$ 1,76 trilhão, enquanto a valoração para o mesmo período de 2024 foi de US$ 1,01 trilhão, crescimento de 41%, em um ano. Isto sem mencionar a máxima histórica de US$ 2,07 trilhões no final de janeiro. Parte dos resultados promissores se dá graças ao desenvolvimento de tecnologia Lightning Network, solução de segunda camada para aumentar a escalabilidade e agilidade de transações e o próprio halving da moeda em maio de 2024, processo que reduz pela metade o fluxo de emissão do BTC.A política pró-cripto do presidente dos EUA, Donald Trump também parece ter impulsionado a valorização do BTC, com proposta de criar uma reserva estratégica da criptomoeda, possivelmente acelerando sua adoção oficial. A combinação destes fatores a outras variáveis de mercado, pode resultar em uma alta de US$ 89 mil por BTC, valor em fevereiro de 2025, para até US$ 180 mil de pico, praticamente dobrando de preço. 2. Ethereum (ETH)Em termos de confiabilidade, estabilidade, e mesmo de market cap, o Ethereum (ETH) é a segunda criptomoeda mais relevante. Isto porque, além da criptomoeda, o Ethereum dispõe de uma plataforma robusta de aplicativos descentralizados e contratos inteligentes (smart contracts), tipo de transações seguras que só são finalizadas quando todas as partes cumprem os requisitos do acordo. Este é, inclusive, o mesmo principio que será utilizado nas transações seguras do DREX (Real Digital). Oferecer um ecossistema prático e seguro para transações acelerou a adoção do Ethereum. Consequentemente, o ETH acaba sendo uma das criptos mais adotadas entre devs, principalmente os independentes. Além disso, a moeda continua a se expandir, não havendo um limite total de unidades que podem ser mineradas, com cerca de 120 milhões de ETH já tendo sido emitidas até o momento. No entanto, existe, sim, um limite anual de emissões estipulado 18 milhões por ano, mas não necessariamente isto significa que, de fato, essa é a quantia emitida, dependendo do desempenho no processo de mineração. Ethereum (ETH) é segunda criptomoeda mais popular e estável do mercado e ainda pode ser mineradaReprodução/CoinMarketCapApesar de a moeda ter um potencial de escassez reduzido, a projeção anual fixa ajuda a segurar seu valor para que ele não tenha picos tão relevantes quanto os de BTC, sendo uma opção mais viável para volumes elevados de negociações, em caso de ampla adoção. Apesar de ser bem mais barata que a BTC, custando US$ 2,4 mil por unidade de ETH, seu preço fica atrás apenas da PAX Gold (PAXG) e Tether Gold (XAUt), stablecoins atreladas ao valor do ouro físico. Por outro lado, o market cap das PAXG e XAUt é de, respectivamente, US$ 615 milhões e US$ 722 milhões, contra os US$ 291 bilhões da ETH. Desde o início de 2024, a moeda vem oscilando entre picos de vales representação de mercado, com market cap variando entre US$ 200 bilhões e US$ 480 bilhões. A projeção de especialistas da Binance é que a moeda seja negociada por valores entre US$ 3,1 mil e US$ 5,7 mil ao longo do ano, sendo uma opção interessante de swing trade para realizar bons lucros em alguns meses. 3. Solana (SOL)A Solana também é uma plataforma de blockchain, similar à Ethereum, com foco em aplicativos e finanças descentralizados (dApps e DeFi), além de smart contracts. No entanto, ela se destaca por, ao menos até o momento, utilizar uma solução de blockchain mais escalável e de alto desempenho, conseguindo processar milhares de transações por segundo, como consequência de seu mecanismo de consenso, combinando híbrido de prova de participação (PoS/proof-of-stake) e prova de história (PoH/proof-of-history). Como o Ethereum, a criptomoeda é homônima a plataforma, chamando Solana (SOL). Em termos de valoração de mercado, a Solana ocupa atualmente a sexta posição, com market cap de aproximadamente US$ 69,24 bilhões, cerca de um bilhão a menos que em 2024, tendo sido ultrapassado por outras criptos, como Ripple (XRP). A desvalorização está ligada, possivelmente, a questões de instabilidade enfrentadas ao longo do ano anterior. Solana (SOL) - Períodos de baixa podem ser boas oportunidades de entrar em um ativo mirando na recuperação a médio e longo prazo.Reprodução/CoinMarketCapPor outro lado, momentos de baixa são geralmente boas oportunidades de entrada em ativos, especialmente considerando que a plataforma continua em expansão. Atualmente, a Solana está avaliada em US$ 144 (cerca de R$ 830 em conversão direta), mas projeções de analistas financeiros sugerem, majoritariamente que a moeda tem potencial para flutuar entre US$ 184 e picos eventuais de até US$ 555, dependendo do volume de investimento continuado, elemento que costuma impulsionar a recuperação de criptos. 4. Ripple (XRP)O Ripple é uma plataforma com baixo custo operacional, focada em facilitar transações transfronteiriças (transações comerciais entre diferentes países), principalmente entre instituições financeiras. Sua tecnologia permite que corretoras de valores, fintechs, e bancos, por exemplo, recebam e enviem pagamentos internacionais de forma mais econômica, rápida e eficiente que os métodos convencionais, potencialmente agilizando o comércio internacional. Contudo, a plataforma também conta com soluções de pagamentos em criptomoedas, como ETH, BTC e o próprio Ripple (XRP), sem a obrigatoriedade de uma carteira digital específica.A moeda foi lançada em 2017 a US$ 0,006 - sim, menos de um centavo de dólar -, e chegou a custar US$ 3,11, tendo valorizado quase cinquenta e 2 mil porcento (51.833%) até janeiro de 2025. No entanto, a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC/Securities and Exchange Commission) moveu um processo contra a plataforma em 2020, alegando que a empresa teria violado leis federais ao negociar XRP como título não registrado. Ripple (XRP) foi colocada em operação em 2017 custando US$ 0,006, valorizando 52 mil porcento até o início de 2025Reprodução/CoinMarketCapA questão é, justamente, que tokens em geral não são considerados necessariamente títulos mobiliários, a menos que parte da proposta da moeda seja a regulamentação oficial, então a SEC não necessariamente teria jurisdição sobre a venda do XRP. Com a ação legal se aproximando de sua conclusão, o valor do XRP teve uma queda considerável até o final de fevereiro, atingindo valor de venda de US$ 2,2 por unidade, levantando desconfiança sobre o futuro da moeda. Caso o processo judicial seja concluído de forma favorável à plataforma Ripple, o token tem potencial para ser negociado a até US$ 4,44 em 2025, mas também pode derreter dependendo do desfecho do imbróglio legal. Sendo assim, apesar de haver, sim, bom potencial para crescimento rápido, é preciso muita cautela e estar aberto a grandes perdas ao decidir investir em Ripple.5. Cardano (ADA)Por fim, a Cardano é uma plataforma blockchain de código aberto, que se diferencia das demais por ser focada em uma abordagem científica. Para contextualização, a plataforma foi batizada em homenagem ao físico italiano Girolamo Cardano, e seu token de criptomoeda, o ADA, é uma homenagem à matemática Ada Lovelace, que criou o primeiro programa de computador. Já em termos de aplicações, a Cardano segue a linha de operação da Ethereum e Solana, voltada para distribuição de dApps, execução de smart contracts, mas com um mais investimentos em segurança digital, escalabilidade e sustentabilidade. A primeira grande diferença técnica é seu consenso de validação de blockchain, Ouroboros, mecanismo de PoS avançando, mais eficiente e seguro que o de Prova de trabalho (PoW/Proof-of-Work). A plataforma utiliza arquitetura em camadas, com uma Camada de Liquidação Cardano, dedicada para transações financeiras, e uma Camada de Computação Cardano, essencialmente os processos de validação e criação de blockchains. Cardano (ADA) tem foco elevado em segurança, escalabilidade, e trabalha com arquitetura camadas para maior estabilidadeReprodução/CoinMarketCapTrabalhar com essa estrutura compartimentaliza operações em setores distintos, aumentando a flexibilidade, escalabilidade e segurança da Cardano. Além disso, o formato permite realizar atualizações e manutenções de forma também segmentada, oferecendo mais estabilidade, minimizando o risco de problemas como os enfrentados pela Solana em 2024. Pensando exclusivamente na criptomoeda ADA, seu valor de mercado ainda é relativamente baixo, custando apenas US$ 0,66 por unidade, mas com o nono maior market cap entre as criptos, avaliado em US$ 23,28 bilhões. Tanto por isso, o cenário para a ADA é relativamente otimista, com a maioria dos analistas financeiros projetando valores de negociação entre US$ 2 e US$ 5, e mesmo no pior cenário, a moeda ainda saltaria para US$ 1 por unidade, valorização de 51%.Com informações de Binance (1, 2, 3, 4, 5), CoinMarketCap (1, 2, 3, 4, 5), CoinTelegraph, Forbes. Investors Observer, Markets.com.Leia tambémVeja também: Estagiário pergunta: você venderia sua íris?Estagiário pergunta: você venderia sua íris?