Uma comitiva de deputados da base do governo Lula foi aos Estados Unidos para articular uma frente política com integrantes do partido democrata no Capitólio para que a Casa Branca recue da classificação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. Esse grupo de parlamentares brasileiros vai apresentar um documento com sugestões de cooperação entre o País e os Estados Unidos no combate ao crime organizado.“A classificação de facções brasileiras como organizações terroristas por decisão unilateral estrangeira cria risco de distorção política, efeitos extraterritoriais indevidos e tensionamento da soberania nacional”, diz o documento. “A resposta adequada está na cooperação penal, policial, financeira e diplomática, com controle das autoridades competentes, preservação da cadeia de custódia da prova, respeito à jurisdição brasileira e foco em resultados concretos.”As dez sugestões de colaboração entre os dois países são:Criação de um grupo de trabalho bilateral com participação de entre outros, a Polícia Federal, ministério da Justiça, FBI e o Departamento de Justiça americano;Canal permanente de inteligência financeira;Rastreamento de armas americanasEquipes conjuntas de investigação;Fortalecimento do Tratado de Assistência Jurídica;Integração com a Interpol;Agenda de combate a crimes na Amazônia;Enfrentamento ao tráfico de pessoas;O grupo também se reunirá com integrantes da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da Comissão Intermericana de Direitos Humanos. “Estamos aqui neste termo de cooperação colocando o que o governo brasileiro pretende”, disse o líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), um dos integrantes da comitiva. “É o intercâmbio que queremos. Não interferência direta dos Estados Unidos, dizendo o que não podemos ou não fazer.”Os deputados governistas ficarão até a sexta-feira (05). Na agenda estão previstos encontros com deputados do Partido Democrata, de oposição a Trump. Não haverá nenhum encontro com deputados republicanos, partido do presidente Donald Trump, e nenhum representante da Casa Banca“O Brasil tem interesse em cooperação internacional séria contra o andar de cima do crime organizado. Essa cooperação deve ser feita pelos canais corretos, com base em provas, sob controle das autoridades competentes, com respeito ao direito internacional e com foco na desarticulação econômica das facções”, disse o texto da mensagem que será enviada aos americanos.O grupo também se reunirá com integrantes da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da Comissão Intermericana de Direitos Humanos. “Estamos aqui neste termo de cooperação colocando o que o governo brasileiro pretende”, disse o líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), um dos integrantes da comitiva. “É o intercâmbio que queremos. Não interferência direta dos Estados Unidos, dizendo o que não podemos ou não fazer.”