Milho fecha em queda na Bolsa de Chicago pelo quarto dia consecutivo

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O contrato futuro de milho para entrega em julho encerrou a sessão desta quarta-feira (03) em queda de 2,04% na Bolsa de Chicago, cotado a US$ 4,3150 por bushel.Segundo a Granar, este foi o quarto dia consecutivo de perdas para o cereal, com os fundos de investimento atuando como principais responsáveis pelo movimento de baixa.No campo climático, a pressão veio da concentração de chuvas em áreas que necessitam de umidade, como Nebraska, terceiro estado mais importante na produção de milho para ração animal. As previsões indicam que essa frente úmida deve avançar para Iowa, principal estado produtor dos Estados Unidos.Apesar do cenário de queda, exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) a venda de 136 mil toneladas de milho para a Coreia do Sul, com entrega prevista para a safra 2026/27. Operações acima de 100 mil toneladas, destinadas ao mesmo país no mesmo dia, devem ser obrigatoriamente informadas ao USDA.TrigoNa Bolsa de Chicago, o contrato de trigo para entrega em julho encerrou a sessão em queda de 2,61%, cotado a US$ 5,8725 por bushel.Segundo a Grinvest, o movimento negativo segue firme entre os cereais, com destaque para o trigo, que recua cerca de 2% no período da tarde. Em sintonia com Chicago, o trigo na Euronext também ampliou as perdas e atingiu a mínima dos últimos três meses.As previsões climáticas para as principais regiões produtoras seguem favoráveis nos próximos dias, reduzindo praticamente a zero o prêmio de risco climático para as safras dos Estados Unidos e da Europa. Nesse cenário, cresce entre os agentes de mercado a percepção de que o pico sazonal das cotações em Chicago pode já ter ficado para trás.SojaOs contratos futuros da soja encerraram a sessão desta quarta-feira (03) em queda na Bolsa de Chicago. O contrato para entrega em julho fechou o dia cotado a US$ 11,5400 por bushel, com recuo de 0,97%.Segundo a Agrinvest, os futuros do complexo soja operaram em campo negativo, destoando do movimento do óleo de soja, que seguiu firme e renovou máximas. O avanço foi impulsionado pela alta dos RINs e pelas perspectivas positivas para os biocombustíveis nos Estados Unidos.Já a soja em grão manteve o viés de baixa, refletindo o bom desenvolvimento da safra norte-americana e a pressão exercida pelo dólar mais forte no mercado global, especialmente sobre o Brasil.No mercado físico brasileiro, os preços seguem em alta. Na última semana, o replacement registrou avanço expressivo, com altas entre 10 e 30 cents por bushel nos principais corredores de originação.