O Itaú BBA reiterou a recomendação de compra para a Yduqs (YDUQ3), mesmo após os resultados fracos do primeiro trimestre de 2026. Incorporando as tendências observadas no período, o banco também atualizou (desta vez, para baixo) o preço-alvo da ação para o final do ano, saindo de R$ 17 para R$ 16.O setor de educação apresentou forte volatilidade no início de 2026. Em sua maior parte, os resultados refletiram as preocupações com os impactos causados pelo novo marco regulatório do ensino à distância no crescimento e nas margens. Para a Yduqs não foi diferente.Leia tambémISAE4: Morgan eleva ISA Energia para neutra e cita falta de catalisadores para compraApesar da melhora no perfil de risco-retorno e da elevação da recomendação para neutro, o banco entende que ainda não existem catalisadores suficientemente fortes ou visíveis para justificar uma recomendação mais positivaA base total de alunos registrou um recuo de 0,9% na comparação com o 1T25, o que impactou os resultados, no geral. A principal redução aconteceu no segmento de ensino digital, em que a companhia tem o maior número de estudantes. A queda foi de 6,3% em relação ao ano anterior.Apesar do ambiente operacional desafiador, os analistas do BBA continuam acreditando que a tese de investimento da companhia permanece centrada em seu fluxo de caixa livre para o acionista (FCFE). De acordo com o banco, o trimestre não alterou a narrativa mais ampla da companhia.Os programas premium continuaram apresentando desempenho superior, os cursos presenciais mostraram sinais iniciais de estabilização e o ensino a distância permaneceu sob pressão devido à regulamentação e à migração para formatos híbridos.Para o restante do ano, a previsão do banco é de mais pressões sobre as margens, em reflexo aos efeitos relacionados ao ensino a distância e à composição dos negócios. O impacto, entretanto, deve ficar mais pronunciado nos primeiros meses do ano.A partir do 2T26 e até 4T26, os analistas esperam uma redução dessa pressão à medida que a composição da base de alunos se estabilize.Impactos já esperadosApesar das margens terem ficado pressionadas durante o trimestre, o BBA destaca que esse movimento já estava previsto. Em razão, principalmente, dos efeitos de composição e da dinâmica do DIS (programa de parcelamento estudantil da companhia).Mesmo com esse impacto, a geração de caixa permaneceu forte. Para os analistas, esse resultado reforça a visão do BBA de que o desempenho econômico da empresa é melhor capturado pelo FCFE do que pelos resultados contábeis de curto prazo.Por esse motivo, as estimativas permanecem positivas. A expectativa de crescimento de receita, por exemplo, segue em 3% para 2026, impulsionado pelos programas premium e híbridos. Os analistas reforçam ainda que esse resultado deve compensar parcialmente os ventos contrários no ensino a distância.Apesar da visão otimista, o ensino a distância continua sendo o principal desafio estrutural. Segundo os analistas, parte desse desempenho deva ser compensada pela migração de alunos para programas híbridos. Esses programas possuem mensalidades mais altas e melhores índices de retenção.The post Itaú BBA reforça recomendação de compra para Yduqs mas reduz preço-alvo para 2026 appeared first on InfoMoney.