Especialista repercute queda do Ibovespa e subida do dólar

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O dólar fechou em alta de mais de 1% na quarta-feira (3), cotado a R$ 5,06, enquanto o Ibovespa recuou 2,22%, encerrando o pregão aos 170.331 pontos. O movimento dos mercados reflete a preocupação dos investidores com a proposta de novas sobretaxas sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos.O colunista Gilvan Bueno analisou, no CNN Novo Dia, o comportamento dos índices e explicou os mecanismos que levam o mercado a reagir antecipadamente a esse tipo de cenário. Segundo ele, o mercado de ações funciona como um termômetro das expectativas dos investidores em relação ao futuro das empresas.Bolsa atrelada a commodities sofre impacto diretoGilvan Bueno destacou que a estrutura da bolsa brasileira a torna particularmente vulnerável a esse tipo de pressão externa. “A nossa bolsa é diretamente atrelada a empresas que produzem commodities, minério, petróleo, siderurgia, celulose”, afirmou. Esses setores já enfrentavam dificuldades em razão da taxa de juros de dois dígitos, que vinha impactando a lucratividade das companhias.O colunista ressaltou que, no acumulado do ano até abril, o Ibovespa chegou a registrar alta superior a 23%. No entanto, após os eventos recentes relacionados às tarifas americanas, esse ganho recuou para aproximadamente 5%. “Quando mecanismos que se mostram muito desconstrutivos na construção de valor das companhias surgem, aumentando seus custos e impactando sua lucratividade, os investidores começam a se antecipar e buscar novos ativos”, explicou Bueno.Incerteza nas negociações pressiona câmbio e juros futurosAo ser questionado sobre as perspectivas diante de possíveis negociações entre os países envolvidos, Gilvan Bueno avaliou que a falta de clareza nas tratativas é um dos principais fatores de instabilidade. Ele citou uma conversa com Roberto Azevedo durante a Brasil Week, em Nova York, evento que reuniu investidores, empresários e consultores. Segundo Bueno, Azevedo teria afirmado que o governo Trump negocia muito, mas não é assertivo na comunicação, o que dificulta o entendimento das partes envolvidas.Para Bueno, essa incerteza se traduz diretamente em impactos no dólar, na bolsa de valores e nos juros futuros, influenciando as decisões de empresários. “As negociações não estão claras. O que se deve fazer é continuar visitando os dois países, conversar e tentar reduzir os impactos, usando menos os meios de comunicação abertos e fazendo as famosas conversas ao pé do ouvido”, concluiu o colunista. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.