O Irã quer impor o que dizem serem “taxas de serviço” para navios que cruzam o Estreito de Ormuz em troca da garantia da segurança das embarcações, em vez de “pedágios”.O país do Oriente Médio “não busca cobrar taxas de passagem, impostos de trânsito ou direitos de trânsito”, disse o vice-ministro das Relações Exteriores iraniano, Kazem Gharibabadi, em entrevista à agência de notícias semioficial Mehr, nesta quinta-feira (4).Em vez disso, o país buscará compensação por serviços prestados em conjunto com Omã, incluindo assistência à navegação, busca e salvamento, serviços de segurança e proteção e serviços de limpeza ambiental em caso de poluição, afirmou Gharibabadi. Leia Mais Irã diz que navios de países que impuseram sanções terão problemas em Ormuz Irã planeja lei para restringir tráfego no Estreito de Ormuz, diz estatal Irã divulga mapa mostrando área que diz controlar no Estreito de Ormuz A via navegável estratégica “está inteiramente dentro das águas territoriais do Irã e de Omã”, destacou o vice-ministro, dizendo que esses governos têm soberania sobre o estreito “de acordo com o direito internacional e o direito do mar”.Ele pontuou ainda que os acordos que estão sendo elaborados serão consistentes com o direito internacional, mas reconheceu que “não serão 100% satisfatórios para alguns países”.Sobre as negociações com os EUA, Gharibabadi afirmou que houve “progressos consideráveis” na minuta de uma proposta de paz, mas se recusou a definir um cronograma para um possível acordo.“Realmente não posso dar um prazo neste momento… Finalizaremos um texto que seja capaz de atender e garantir nossos interesses”, disse ele.Entenda como tensão em Ormuz afeta cessar-fogo entre EUA e Irã