Farmacêutica Organon amplia parque solar em complexo industrial de Campinas

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A farmacêutica Organon vai ampliar em 22% o parque solar instalado em sua unidade de produção em Campinas (SP). Com as novas 600 placas, a geração será ampliada em 522 MWh. Planejado em 2023, o parque solar tem hoje 3.210 placas fotovoltaicas voltadas para consumo próprio de energia. A unidade gera hoje 2.786 MWh, suficiente para abastecer cerca de 1.500 residências e equivalente a 19,2% do consumo local.“Apostamos na geração de energia solar com preocupação em preservar a área verde no entorno da nossa fábrica de maneira a evitar que as placas fotovoltaicas interferissem no habitat das aves,” explica Leonardo Gonçalves, diretor-associado de meio ambiente da Organon Brasil. Leia Mais O paradoxo da abundância energética no Brasil Investidores em energia renovável se mobilizam para leilão de baterias Atlas congela US$ 1 bi em investimentos em energias renováveis no Brasil No ano passado, a Organon havia identificado 90 espécies de aves nativas da região em atividades de observação no parque ecológico. Em 2026, esse número subiu para 128, com aumento de 42,2%, com destaque para o pica-pau-do-campo, o periquitão-maracanã e o tucanuçu — o maior tucano do mundo.A política de sustentabilidade da companhia ainda abrange a eficiência de seus processos industriais. Entre 2020 e 2026, o consumo de água na fábrica caiu 12% com a prática de reuso e melhorias no sistema de efluente tratado. A economia foi de 4,8 milhões de litros por ano. O consumo de energia também caiu 11%, a partir da otimização de equipamentos de produção, evitando-se gastos de 15.400 MWh anuais – o bastante para abastecer cerca de 8 mil residências. E a geração de rejeitos foi reduzida em 3 milhões de litros.A Organon oferece mais de 60 medicamentos e produtos voltados para a saúde feminina, biossimilares e medicamentos. Com sede em Nova Jersey, nos Estados Unidos, a empresa está presente em 140 países e conta com cerca de 10 mil colaboradores ao redor do mundo.Contratação de energia eólica e solar sobe 83% | INFRA NEWS