Análise: Lula cobra discurso unificado sobre tarifaço dos EUA

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou de uma reunião ministerial nesta quarta-feira (3). Segundo a analista de Política da CNN Isabel Mega ao Live CNN, o encontro serviu para que Lula cobrasse dos ministros uma estratégia de comunicação unificada diante da nova ofensiva tarifária americana.A reunião havia sido convocada antes do anúncio das sobretaxas, mas os novos desdobramentos alteraram significativamente a pauta. “Com o presidente Lula cobrando realmente dos ministros qual é o discurso que o governo vai ter como união em relação a essa nova frente que se forma sobre os Estados Unidos”, explicou Isabel Mega ao analisar o teor do encontro.Possível encontro com Trump no G7Um dos pontos destacados pela analista foi a confirmação de Lula de que participará da cúpula do G7, em Paris, a convite do presidente francês, Emmanuel Macron.Segundo Isabel Mega, há perspectiva de que o presidente americano, Donald Trump, também compareça ao evento, o que poderia abrir espaço para um encontro bilateral entre os dois líderes.“Isso poderia abrir alguma margem para um ‘tête-à-tête’ bilateral de Lula e Trump”, afirmou a analista, ressaltando que a hipótese ainda está no campo das suposições.Irritação canalizada em Marco RubioIsabel Mega também chamou atenção para o fato de Lula direcionar suas críticas mais contundentes ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, descrito como “um latino-americano frustrado”.De acordo com a analista, há uma avaliação de fontes do governo brasileiro de que Trump é fortemente influenciado por essa ala ideológica.“Havia gente que estava suspeitando que aquele primeiro tarifaço tivesse realmente passado por Donald Trump, que era uma coisa muito de uma influência desses assessores de primeira ordem”, relatou Isabel Mega. Leia mais Por que o Pix está na mira dos EUA? Entenda o que Trump alega sobre sistema Tarifas: Flávio culpa Lula e PT vê dano irreversível ao senador Lula pede que ministros "não apresentem nada novo" até fim das eleições Já ao mencionar Trump diretamente, Lula teria adotado um tom mais geral, afirmando que Trump “não pode ser o imperador do mundo”.Mega destacou ainda que o governo brasileiro demonstrou um claro incômodo diante da situação. Após um ano de explicações sobre a relação comercial com os EUA e uma reunião descrita como produtiva, o anúncio de novas tarifas foi recebido com ressentimento.“O Brasil já explicou a relação superavitária, já explicou ponto a ponto daquela investigação comercial. Então sim, há um incômodo do governo brasileiro”, disse Isabel Mega. Lula teria indicado que ainda pretende escrever a Trump, sinalizando que o canal de diálogo permanece aberto.Tom eleitoral e recado aos ministrosAlém das questões diplomáticas, a reunião também teve um caráter interno voltado ao calendário eleitoral. Segundo Isabel Mega, Lula orientou os ministros a não adotarem iniciativas que possam prejudicar a imagem do governo, uma vez que o prazo para atos públicos com uso da estrutura governamental está se encerrando.A analista observou que o discurso do PT e dos governistas passou a responsabilizar a família Bolsonaro pelas tensões comerciais com os EUA, sem que nomes fossem citados diretamente.“O presidente Lula não precisa citar o nome de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ou o sobrenome Bolsonaro para a gente saber do que se trata”, concluiu Isabel Mega. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.