Caso Henry: ‘Um psicopata e uma narcisista’, diz promotor sobre Jairinho e Monique

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“Um psicopata de um lado e uma narcisista de outro”. Foi assim que o promotor Fábio Vieira descreveu o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, e Monique Medeiros, acusados pela morte de Henry Borel, de 4 anos. O julgamento do ex-parlamentar e da mãe do menino completa 10 dias – considerado o mais longo da história do Rio de Janeiro – e deve ser concluído nesta quarta-feira (3).“Tudo indica que ele é um psicopata muito severo. E a Monique é narcisista”, diz.O julgamento entrou nesta quarta na última fase, com a sustentação da acusação e a fase de debates com as defesas de Jairo e Monique. Após essa etapa, os jurados se reúnem e decidem se os dois são ou não culpados.“Quando a gente olha e se debruça nesse processo, a gente vê os gritos desse garoto pedindo socorro para a mãe. Os gritos desse garoto para a mãe pedindo para que ele fosse salvo”, afirmou o promotor Vieira.A sessão começou por volta das 10h30. A acusação focou em tentar contrapor a narrativa de Monique, de que não teria identificado as agressões de Jairo ao filho. Os promotores sustentaram que a professora, mesmo com sinais de que o então namorado agredia Henry, não teria atuado para impedir a violência.“Monique soube desde o início quem era o Jairo”, afirmou Cristiano Medina, assistente de acusação.Monique acusa JairoAcusada de homicídio por omissão contra o próprio filho, Monique Medeiros acusou em depoimento nesta terça-feira (2) pela primeira vez, Jairo pela morte de Henry Borel.“Eu acho que foi, eu creio que foi. Hoje, assim pelomodus operandidele, pelas ex-namoradas, pelos filhos, sim, eu acredito que pode ter sido ele”, afirmou Monique em depoimento no II Tribunal do Júri no Rio de Janeiro.