Max Cavalera deixou o Sepultura em 1996. Responsável por dar voz a discos clássicos da banda como “Arise” (1991), “Chaos A.D.” (1993) e “Roots” (1996), o vocalista e guitarrista foi substituído em 1997 pelo americano Derrick Green — que permanece na formação até hoje e com quem, segundo Andreas Kisser, o grupo alcançou novos patamares de público. Conversando com a Metal Hammer España (via Whiplash), o guitarrista confessou que uma parte dos fãs pode até ter parado de ouvir o Sepultura com a saída de Max. Ainda assim, na visão do músico, a banda passou a realizar shows maiores nos últimos anos do que na época em que muitos consideravam o “auge”.Ele explicou:“Há uma parte que esqueceu o Sepultura, mas há outra parte gigante que começou a escutar a banda por causa do Derrick. Fizemos shows maiores do que tocamos com o Max no ‘Roots’. A turnê na Europa que fizemos há dois anos foi incrível”.No fim das contas, Kisser garante não ligar para rixas sobre “a melhor fase”. Em suas palavras:“A opinião dos outros não importa. Por que isso vai me importar? Se gostam mais do Max, do Paulo ou do Andreas… as pessoas gostam de falar e que seja. […] O Sepultura é tudo, do ‘Bestial Devastation’ até ‘The Cloud of Knowing’. Se não querem ouvir ou comprar, está tudo bem, vão escutar outras coisas.”Andreas Kisser exalta Derrick GreenEm entrevista a Igor Miranda para a Rolling Stone Brasil, o guitarrista também havia discutido a importância de Green para o Sepultura. Exaltando o trabalho do cantor no mais recente EP “The Cloud of Unknowing” e todas as contribuições ao longo das últimas décadas, o artista disse: “Ele [Green] passou por momentos dificílimos ao encarar o microfone quando lançamos ‘Against’ (1998). Enfrentou críticas absurdas e comparações patéticas. Até hoje ouvimos coisas assim, com uma divisão estúpida. Mas ele vestiu a camisa mais do que ninguém e ele só cresceu — esse EP mostra isso, com um trabalho primoroso, técnico e cheio de emoção. Ele domina completamente a voz dele. Nunca faríamos uma música como ‘Beyond the Dream’ com outro vocalista. Não estaríamos aqui hoje sem as possibilidades e a capacidade dele.”Ao menos no Brasil, o Sepultura tocou em anos recentes em festivais como Bangers Open Air (antigo Summer Breeze), Rock in Rio e Knotfest Brasil. Em 2024, lotou por três noites o Espaço Unimed, na capital paulista, reunindo cerca de 24 mil pessoas ao todo e, agora, encerrará sua turnê de despedida na Mercado Livre Arena Pacaembu, também em São Paulo, no dia 7 de novembro. O show final do SepulturaO Sepultura anunciou os primeiros detalhes de seu último show. A performance encerra a turnê de despedida “Celebrating Life Through Death”, iniciada em março de 2024 e com mais de 130 apresentações realizadas até o momento.O evento derradeiro está marcado para o dia 7 de novembro, na Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo. A produção é da Live Nation.As atrações de abertura incluem os brasileiros do Krisiun, os americanos do Sacred Reich e também o Metal Allegiance. O supergrupo é capitaneado pelo baixista Mark Menghi e traz em sua formação Mike Portnoy (bateria, Dream Theater), Phil Demmel (guitarra, ex-Machine Head), Troy Sanders (baixo, Mastodon) e a dupla Chuck Billy e Alex Skolnick, vocalista e guitarrista do Testament, respectivamente.Entre os ex-integrantes confirmados estão o baterista Jean Dolabella, que esteve no Sepultura entre 2006 e 2011, e o guitarrista Jairo Guedz, guitarrista original, que fez parte do grupo entre 1985 e 1987. Mais atrações e convidados podem ser anunciados até a data do show.Sabe-se que os membros fundadores Max (voz e guitarra) e Iggor Cavalera (bateria) não devem participar. Em declaração à Rolling Stone Brasil, Andreas Kisser declarou:“Liguei para o Iggor alguns meses atrás. Tivemos uma conversa sensacional e muito cordial. Falamos de outros assuntos: família, futebol… foi muito legal. Então, fiz o convite. Ele disse: ‘cara, a gente não sente parte disso, a gente não se sente confortável’. Deu os motivos dele para não querer fazer parte disso. Ok. Por meio dos empresários, também enviamos oficialmente um contato lá [para Max] e também recebemos a negativa. Não sei se foi diretamente da Gloria [esposa e empresária de Max] ou do advogado, mas fomos pelos dois caminhos: um caminho direto, onde falaram ‘não’, e outro mais burocrático, onde também foi falado ‘não’. Se chegou na Gloria ou não, isso não tenho como dizer. Só posso te dizer o que tivemos de retorno. E está de boa. Acho que tínhamos que fazer o convite. Seria muito legal a participação deles.”Quer receber novidades sobre música direto em seu WhatsApp? Clique aqui!Clique para seguir IgorMiranda.com.br no: Instagram | Bluesky | Twitter | TikTok | Facebook | YouTube | Threads.O post Sepultura fez shows maiores com Derrick Green do que com Max, segundo Andreas Kisser apareceu primeiro em Igor Miranda.