O Governo de Pernambuco anunciou, nesta quarta-feira (3), a retomada do monitoramento de tubarões na orla metropolitana de Recife. A última ação aconteceu há cerca de 11 anos, em 2015.A retomada acontece após serem registrados dois ataques da espécie contra uma criança de 11 anos e uma jovem de 19 anos. Os acidentes ocorreram nos dias 31 de maio e 2 de junho, na Praia de Piedade e de Boa Viagem.Após o ocorrido, ambas as vítimas precisaram amputar uma das pernas.Vítimas de ataques de tubarão em Pernambuco têm membros amputados | CNN NOVO DIASegundo o governo pernambucano, a iniciativa começa neste mês de junho. Com o investimento de mais de R$ 1 milhão, o projeto avaliará a distribuição dos tubarões, os padrões de deslocamento e o comportamento das espécies, ou seja, isso ajudaria a entender o motivo que teria ocasionado os ataques. Leia Mais Justiça já negou indenização à jovem atacada por tubarão em PE; entenda Vítimas de ataques de tubarão estão internadas na UTI em Pernambuco Tigre e cabeça-chata: conheça espécies de tubarões que atacaram em PE Como acontecerá o monitoramento?Paulo Oliveira, professor da UFRPE e coordenador do projeto Ecotuba – desenvolvido para auxiliar na conservação do ambiente marinho -, explicou que o monitoramento acontecerá por meio de diversas etapas.Inicialmente, os animais serão capturados, embarcados e passarão por um protocolo de identificação da espécie. Logo depois, serão medidos, farão coleta de sangue e receberão um chip.Esse transmissor será implantado por meio de uma minicirurgia na região ventral. Feito esse procedimento, será devolvido para o mar e, posteriormente, fazer o acompanhamento do monitoramento desse animal entra d’água. Ou seja, para que possa constatar o padrão de utilização de espaçoPaulo Oliveira, coordenador do projeto EcotubaOs resultados do monitoramento também permitirão a identificação de zonas de risco e quais lugares precisam ser evitados pelos banhistas. Isso porque, em alguns locais, há placa de alertas para tubarão, mas não há proibição para entrar no mar.“Com o apoio da SECTI e da FACEPE, estamos investindo em pesquisa para gerar dados que contribuam para a segurança da população, a preservação ambiental e a construção de políticas públicas cada vez mais eficazes para Pernambuco”, destacou Mauricelia Montenegro, secretária da SectiA iniciativa é coordenada pela Universidade Federal Rural de Pernambuco, em uma ação demandada pela Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e de Fernando de Noronha e fomentada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI-PE) e pela Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (FACEPE).*Sob supervisão de AR.