Minerva (BEEF3): JP Morgan eleva recomendação após fim de ‘tempestade perfeita’ e com catalisadores no horizonte

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O JP Morgan elevou sua recomendação para as ações da Minerva Foods (BEEF3) de neutra para overweight (equivalente à compra), apesar de reduzir o preço-alvo de R$ 8 para R$ 5,50 por ação até dezembro de 2027. Por volta de 15h19, as ações de BEEF3 avançavam 5,43%, em R$ 3,69, enquanto o Ibovespa recuava 2,26%. Na visão dos analistas, a forte queda de 38% dos papéis em 2026 já incorporou grande parte das más notícias que atingiram a companhia nos últimos meses, abrindo espaço para uma recuperação caso alguns gatilhos positivos se concretizem.O banco descreve o momento recente da Minerva como uma “tempestade perfeita”, marcada por três fatores principais: a imposição de cotas chinesas para a carne bovina brasileira, a alta inesperada dos preços do boi gordo — que avançaram cerca de 15% entre março e abril e pressionaram as margens da indústria — e os resultados decepcionantes do primeiro trimestre, tanto em rentabilidade quanto em geração de caixa.Agora, o JP Morgan acredita que o cenário pode começar a melhorar.Entre os principais catalisadores para a ação está uma possível flexibilização das cotas de importação de carne bovina pelos Estados Unidos. Segundo o banco, o governo americano tem buscado alternativas para conter a inflação da proteína no país, o que poderia abrir mais espaço para as exportações brasileiras. Nesse contexto, a Minerva seria uma das empresas mais beneficiadas, ajudando a compensar o impacto do vencimento das cotas chinesas previsto para julho.Além disso, os analistas enxergam melhora sazonal das margens no segundo trimestre, apoiada pela valorização da carne exportada e pela queda de aproximadamente 5% nos preços do gado em relação ao pico recente.Outra possibilidade levantada pelo banco envolve uma eventual redistribuição das cotas chinesas caso Paraguai e Uruguai tenham dificuldades para preencher integralmente seus volumes autorizados. Embora o cenário ainda seja incerto, os analistas avaliam que a medida faria sentido diante do déficit global de carne bovina esperado para este ano.Mesmo trabalhando com premissas mais conservadoras que o consenso de mercado, o JP Morgan vê as ações negociando a níveis mais atrativos. O banco projeta um Ebitda de R$ 4,5 bilhões em 2026 e um rendimento implícito de fluxo de caixa livre de 17,4%, reforçando a percepção de que o mercado pode estar excessivamente pessimista com a companhia.“Acreditamos que o pior já ficou para trás”, resumem os analistas, destacando que as restrições chinesas parecem amplamente precificadas, enquanto potenciais avanços nos mercados americano e chinês podem funcionar como importantes gatilhos para uma reprecificação das ações.