A Fiat revela as primeiras imagens dos novos Fiat Grizzly e Grizzly Fastback, dupla de utilitários esportivos que aposentará de uma só vez os atuais Pulse e Fastback no mercado brasileiro. Projetados sobre a arquitetura modular Smart Car, a mesma de modelos como Citroën Basalt e Jeep Avenger, os novatos chegam primeiro ao continente europeu. A estreia no Brasil ocorre no decorrer de 2027.O movimento unifica o portfólio de produtos da marca italiana, criando uma estratégia paralela entre a América do Sul e a Europa para mitigar o avanço das montadoras asiáticas por meio da redução de custos. Assine as newsletters QUATRO RODAS e fique bem informado sobre o universo automotivo com o que você mais gosta e precisa saber. Inscreva-se aqui para receber a nossa newsletter Aceito receber ofertas produtos e serviços do Grupo Abril. Cadastro efetuado com sucesso! Você receberá nossa newsletter todas as quintas-feiras pela manhã. O fim dos projetos exclusivamente locaisA transição para os novos SUVs decreta o encerramento do ciclo de vida da plataforma MLA. Trata-se de uma base nascida com o projeto original do hatch Argo em 2017 e que impunha limitações físicas aos carros da marca. Manter plataformas desenvolvidas apenas para mercados locais provou-se uma rota financeiramente insustentável para a Stellantis frente à atual disputa por preços imposta pela concorrência. Continua após a publicidade–Divulgação/FiatAo concentrar a produção na arquitetura global, o grupo automotivo dilui os custos de pesquisa e desenvolvimento simultaneamente em várias regiões. Isto ajudará a marca a ter mais modelos em diferentes mercados e com uma margem de lucro melhor. Já para o Brasil, o resultado será um carro alinhado com o portfólio europeu.O Grizzly assume o perfil funcional da linha, priorizando o aproveitamento interno e a versatilidade de uso, substituindo o Pulse. O crescimento é expressivo, chegando aos 4,30 m de comprimento (ganho de 21 cm em relação aos 4,09 m do Pulse). Suas linhas mais quadradas e o teto plano abrem caminho para a oferta de uma configuração de sete lugares. Continua após a publicidadeA variante Grizzly Fastback, que será a nova geração do Fastback nacional, interpreta a mesma base mecânica sob uma ótica focada na aerodinâmica e no desenho esportivo. O modelo sacrifica parte do volume traseiro superior e dispensa a terceira fileira de bancos em favor de uma linha de teto em acentuado declive. Essa silhueta visa manter a parcela de compradores que valorizam o estilo do carro acima da capacidade volumétrica do porta-malas.–Divulgação/FiatEletrificação leve e recalibração mecânica Continua após a publicidadeEmbora a nova plataforma nasça pronta para abrigar pacotes de baterias de veículos elétricos, a estratégia para o mercado sul-americano será de eletrificação parcial. A dupla manterá o propulsor 1.0 turboflex, agora integrado a um sistema híbrido leve (MHEV). O equipamento elétrico auxiliar atuará para reduzir o esforço do motor a combustão em arrancadas, reduzindo as emissões de poluentes, mas com pouco impacto no consumo de combustível.A expectativa é que a Fiat recalibre o motor, fazendo com que a potência máxima caia dos atuais 130 cv para cerca de 116 cv, com o torque orbitando na faixa dos 20,4 kgfm. O ajuste atende às novas fases de legislação de emissões globais. No topo da gama, mantém-se a expectativa para a continuidade de versões esportivas assinadas pela Abarth, combinadas ao propulsor 1.3 turboflex.–Reprodução/Stellantis Continua após a publicidadePróximos passos e renovação da frotaAntes que os utilitários ganhem as ruas em 2027, a engenharia da fabricante em Betim inaugura a nova plataforma no país já em 2026. O modelo responsável pela estreia será o novo hatch Argo, equivalente nacional do projeto europeu Grande Panda. O cronograma do plano financeiro estipula a introdução de um lançamento por ano apoiado nesta nova base.Além dos dois SUVs, a Fiat ainda prepara uma nova geração das picapes Strada e Toro. A caminhonete compacta também será um modelo global, chegando à Europa nos próximos anos. Publicidade