Smart Fit (SMFT3): Mercado ainda não precifica principal alavanca de valor, diz Itaú BBA, que vê potencial de 91%

Wait 5 sec.

O Itaú BBA elevou o preço-alvo da Smart Fit (SMFT3) para R$ 35 ao fim de 2026, o que representa potencial de valorização de cerca de 91% sobre as cotações atuais. Segundo os analistas, o mercado ainda subestima o valor do TotalPass, plataforma de benefícios corporativos do grupo, que vem se consolidando como uma importante alavanca de crescimento e rentabilidade para a companhia.Segundo os analistas, os efeitos sobre a rentabilidade da Smart Fit ainda não parecem ter entrado na conta. “Entendemos que os benefícios potenciais do TotalPass ainda não parecem totalmente precificados”, afirma o banco. O raciocínio dos analistas passa por um exercício de reclassificação dos resultados. Segundo o relatório, as academias maduras da Smart Fit no Brasil registraram margem bruta caixa de 48,5% em 2025. No entanto, ao alocar adequadamente a receita líquida e o lucro bruto gerados pelo TotalPass Brasil — hoje distribuídos em outras linhas do balanço — essa margem subiria para aproximadamente 50%, acima dos níveis observados antes da pandemia, em 2018 e 2019. Na visão do Itaú BBA, isso mostra que a companhia conseguiu ganhar eficiência operacional mesmo em um ambiente mais competitivo e convivendo com riscos de canibalização decorrentes da própria expansão. Mais do que abrir novas unidades, a Smart Fit estaria conseguindo aumentar a qualidade dos seus resultados. Nem todo treino sai perfeito: o desafio no México Se o Brasil continua sendo o principal músculo da operação, o México ainda aparece como o ponto de atenção da tese. O país segue pressionando os resultados da companhia, com queda de 5% na receita por academia em 2025 e redução de 7% no número de alunos por unidade madura. As margens também perderam força. A margem bruta caixa recuou para 46,4%, enquanto os números do primeiro trimestre de 2026 indicam que a recuperação deve acontecer de forma gradual. Para os analistas, o mercado mexicano continua sendo o principal fator de incerteza para a companhia no curto prazo. Ainda assim, o desempenho dos demais países da América Latina ajuda a equilibrar a balança, segundo o Itaú BBA. Na região, a margem bruta caixa permaneceu estável em 59%, reforçando a resiliência da operação fora do Brasil e compensando parte das dificuldades encontradas no mercado mexicano. O mercado ainda está subestimando a Smart Fit? Além das perspectivas operacionais, o Itaú BBA vê um ponto adicional reforçando a tese de investimento: o valuation da ação SMFT3. Segundo o banco, a Smart Fit negocia atualmente a cerca de 9 vezes o lucro estimado para 2027, o menor múltiplo desde a abertura de capital da companhia na B3. Para os analistas, o mercado parece já ter incorporado boa parte das preocupações relacionadas ao negócio tradicional de academias, mas ainda atribui pouco valor ao potencial de crescimento e rentabilidade do ecossistema criado ao redor da plataforma TotalPass. “Vemos a Smart Fit como uma das oportunidades mais assimétricas da nossa cobertura”, afirmam. Na leitura do Itaú BBA, o cenário atual combina um negócio que continua crescendo, margens resilientes e uma fonte adicional de geração de valor que ainda não está totalmente refletida nos preços das ações.