A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Narco Sky na terça-feira (2), quando 30 agentes de segurança cumpriram mandados judiciais contra uma quadrilha focada no envio de entorpecentes para fora do país.O grupo criminoso despachava os produtos ilegais do Brasil para diversas nações do continente europeu e do continente africano. Suspeitos utilizavam embarcações pelas rotas marítimas do oceano Atlântico para concluir as entregas.A Quinta Vara da Justiça Federal na cidade de Santos autorizou as ações de busca e de apreensão em campo. O juiz do caso expediu dez ordens de prisão preventiva para conter a fuga dos investigados pelo Estado.Bloqueio de criptomoedas desarticula esquema milionário de facçãoDecisões do magistrado determinaram o sequestro de bens físicos e o congelamento de contas bancárias de todos os envolvidos no esquema. Além disso, a ordem judicial trava um montante de R$ 631 milhões em propriedades de alto valor e saldo em criptomoedas.Os policiais federais capacitados participaram das abordagens em endereços de três estados brasileiros logo pela manhã. As equipes percorreram dezenas de locais nas cidades de São Paulo, no Rio Grande do Sul e também no Pará.Esta ofensiva da corporação de polícia representa um desdobramento de uma frente anterior batizada de Operação Narco Vela. Neste contexto, forças de segurança identificaram o uso recorrente de barcos com sistemas de navegação por satélite nas águas oceânicas.O trabalho investigativo durou vários meses e contou com o apoio de ferramentas de cooperação jurídica de outros países. Autoridades da França compartilharam provas extraídas de um aplicativo estrangeiro de mensagens secretas com os agentes nacionais.Aplicativo com proteção de dados ocultava as transações do comércio ilegalA facção criminosa utilizou a plataforma digital SKY ECC para organizar o fluxo financeiro diário e o envio das cargas. Este software conta com chaves complexas de proteção para evitar o rastreio estatal de todas as conversas mantidas.O objetivo do bando consistia em dificultar o acesso da corporação policial aos diálogos sobre os detalhes dos crimes planejados. Equipes do setor de inteligência conseguiram furar essa barreira tecnológica com a ajuda de peritos de áreas internacionais.Os documentos recolhidos apontam um planejamento logístico para o transporte de mais de duas toneladas de drogas em remessas. Ações registradas ocorreram ao longo do ano de 2020 em zonas de portos da Espanha, da Itália e da Holanda.A estrutura do grupo criminoso operava com uma divisão de tarefas muito clara entre todos os seus membros ativos. Investigadores descobriram um núcleo de direção com sede instalada no exterior para providenciar o capital de giro da operação.Por sua vez, diversos acusados devem responder pelo crime de associação para o tráfico ilícito na justiça brasileira. A pena prevista no código penal pune a união voluntária de pessoas para a finalidade do comércio ilegal de produtos.Fonte: Polícia Federal bloqueia criptomoedas de quadrilha do Brasil com atuação no tráfico internacionalVeja mais notícias sobre Bitcoin. Siga o Livecoins no Facebook, Twitter, Instagram e YouTube.