O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, foi condenado nesta quarta-feira (4) a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pela morte do enteado Henry Borel, de 4 anos.No entanto, Fabiano Lopes, advogado de Jarinho, disse que nunca viu um julgamento tão bizarro em toda sua vida.Após a condenação, a defesa concedeu entrevista à imprensa e afirmou que durante todos os 11 dias de júri ocorreram diversas nulidades, e portanto, “não têm dúvidas que o júri será anulado”.Nunca vi um julgamento tão bizarro em todo a minha vida. A todo dia, a cada instante, era uma nulidade. Um julgamento estranho, que por exemplo, não agradou o Ministério Público e não agradou também a defesa de Jairo. Claramente, o próprio Juizo impedia a defesa de Jairo de fazer seu trabalho, dando tratamento diferente pra defesa de Monique.Fabiano Lopes, defesa de JairinhoAlém disso, o advogado afirmou que “pro Leniel, (pai de Henry) vai continuar tudo maravilhoso”, e que a morte do filho sempre funcionou de gabide eleitoral.Condenação de Jairinho e perdão de MoniqueO Conselho de Sentença do II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro considerou Dr. Jairinho culpado por homicídio duplamente qualificado e por um dos crimes de tortura atribuídos a ele durante o processo.Monique Medeiros, mãe da criança, foi condenada por omissão diante da tortura sofrida pelo filho e recebeu pena de 1 ano e 4 meses de detenção, já considerada cumprida. Em relação à acusação de homicídio, os jurados desclassificaram o crime para homicídio culposo, e a juíza Elizabeth Machado Louro aplicou perdão judicial. Leia Mais Henry Borel: Jairinho é condenado a 43 anos e Monique recebe perdão Henry Borel: defesa de Jairinho aponta traição como origem do caso Henry Borel: MP rebate argumentos de Monique; veja o que diz acusação Trocar imagemTrocar imagem 1 de 13 Monique Medeiros chora ao receber liberdade provisória em julgamento da morte de filho • CNN Brasil Trocar imagemTrocar imagem 2 de 13 Jairinho, padrasto de Henry Borel, em julgamento sobre morte de criança • CNN Brasil Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 3 de 13 Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, em julgamento da morte do próprio filho • CNN Brasil Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 4 de 13 Jairinho, padrasto de Henry Borel, em julgamento sobre morte de criança • CNN Brasil Trocar imagemTrocar imagem 5 de 13 Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, em julgamento da morte do próprio filho • CNN Brasil Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 6 de 13 Na chegada ao Tribunal do Júri, o pai de Henry Borel, Leniel Borel, expressou um misto de gratidão, ansiedade e um forte apelo por justiça. Ele destacou que o julgamento não se trata apenas do nome do seu filho, mas de "o quanto o Brasil está disposto a proteger suas crianças" • Camille Barbosa - CNN Brasil Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 7 de 13 Juíza em julgamento de Monique Medeiros e Jairinho sobre morte de Henry Borel • CNN Brasil Trocar imagemTrocar imagem 8 de 13 Conselho de Sentença foi definido no início do julgamento de Monique Medeiros e Dr. Jairinho no Rio de Janeiro • CNN Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 9 de 13 Cristiano Medina, atua como advogado e assistente de acusação, representando os interesses de Leniel Borel (pai da vítima) • CNN Brasil Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 10 de 13 A equipe jurídica busca a absolvição da ré, sustentando a tese de que Monique vivia um relacionamento abusivo com Jairinho e que ele tinha um perfil de vitimar pessoas como ela • CNN Brasil Trocar imagemTrocar imagem 11 de 13 Os advogados do ex-vereador negam as agressões e defendem a tese de que a morte foi acidental • CNN Brasil Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 12 de 13 Ex-vereador do Rio de Janeiro e ex-médico, Jairo Souza Santos Júnior, era o padrasto da criança e é apontado pelas investigações como o autor das agressões físicas que causaram a morte de Henry. • Reprodução Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 13 de 13 Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, esponde pelo crime baseada na omissão relevante, pois, segundo a acusação, tinha conhecimento das torturas sofridas pelo filho e consentiu com a situação. • Jaqueline Frizon/CNN visualização default visualização full visualização gridAo longo das sessões, foram ouvidos delegados, médicos legistas, peritos, familiares, babás e os próprios réus.Durante o julgamento, Monique acusou Jairinho pela primeira vez pela morte do filho. Em interrogatório, ela afirmou acreditar que o ex-vereador foi o responsável pelas agressões contra Henry. Na reta final do júri, nesta quarta-feira, Monique chorou diversas vezes durante as sustentações das partes.Durante a acusação, o Ministério Público exibiu vídeos e imagens de Henry ao lado do pai, Leniel Borel, incluindo registros das últimas imagens da criança no parquinho de um condomínio durante o último fim de semana antes da morte.Os promotores também exibiram imagens das câmeras de segurança do elevador do prédio, mostrando Henry no colo de Monique ao lado de Jairinho horas antes da morte, além de fotografias da perícia realizada no Instituto Médico-Legal.Já na fase final da defesa, os advogados de Monique exibiram vídeos da criança com a mãe e sustentaram que ela teria sido vítima de violência de gênero e de um relacionamento abusivo.O ex-vereador, por sua vez, negou as acusações. Após os debates entre acusação e defesa, o conselho de sentença se reuniu para votação dos quesitos. A decisão terminou com a condenação dos dois réus pela morte de Henry Borel.