Ricardinho ACF revela que Kombi quase teve airbags e frio ABS no Brasil: “não tem nada que inviabilize”

Wait 5 sec.

A Volkswagen estudou meios de manter a produção da Kombi no Brasil para além de dezembro de 2013, quando a van foi forçada a ter sua produção encerrada após 56 anos ininterruptos. A engenharia da fabricante alemã chegou a desenvolver um projeto para adaptar o utilitário às novas exigências de segurança, mas o plano acabou cancelado.A partir de 2014, carros novos estariam obrigados a ter freios ABS e duplo airbag frontal, o que o projeto sexagenário da Velha Senhora não poderia atender com facilidade. A VW decretou o fim da Kombi, mas era possível mantê-la em produção.Em entrevista ao podcast QRCast, Ricardinho ACF, que trabalhava na engenharia da marca na época, revelou que a instalação dos componentes era totalmente exequível do ponto de vista técnico.Inscrição “56” refere-se aos anos em que a van é fabricada aquiMarco de Bari/Quatro Rodas Continua após a publicidadePara a implementação dos airbags frontais, os engenheiros recorreram a soluções técnicas já utilizadas na terceira geração da Kombi, oferecida em outros mercados globais, mas nunca fabricada no Brasil. O principal entrave para a proteção passiva não estava no espaço físico do painel, mas na necessidade de realizar testes de colisão (crash tests) para homologar a eficiência dos itens de segurança.“Do ponto de vista de engenharia, 100% viável, não tem nada ali que inviabilize. Efetivo é outra palavra, né? Ali teria que ter sido levado para crash test, para realmente testar a efetividade do quanto um airbag mudaria numa Kombi […] onde literalmente a gente brinca que o para-choque era o joelho do motorista”, contou o criador de conteúdo. Continua após a publicidade–Dongchedi/ReproduçãoA viabilidade financeira do projeto ruiu na adaptação do sistema antibloqueio de freios (ABS). A instalação dos sensores e atuadores exigia o desenvolvimento de novas pontas de eixo e modificações profundas no arranjo da suspensão. Continua após a publicidadeAs alterações técnicas encareceram os custos de produção a ponto de tornar o investimento injustificável para um projeto tão antigo. “O Brasil foi um dos últimos países ali a manter aquilo ali, né? Similar ao que o Fusca foi para o México”, explica Ricardinho.A clássica van segue bem entre os usadosMarco de Bari/Quatro Rodas Continua após a publicidadeA mobilização ocorreu às vésperas da entrada em vigor da nova lei, mas os prazos expiraram e o Ministério da Fazenda manteve a exigência irrestrita para todos os automóveis e comerciais leves fabricados no país. Publicidade