Temos vivido como se fôssemos para servir outras nações, diz Cármen Lúcia

Wait 5 sec.

A ministra Cármen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou nesta terça-feira (13) que o Brasil tem vivido como se sua finalidade fosse servir a outras nações, apesar de suas riquezas naturais e culturais. Para ela, essa postura reduz a possibilidade de o país oferecer ao mundo exemplos de convivência pacífica.A declaração ocorreu durante a abertura da Semana do Conhecimento da UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso), em Cuiabá. O evento, que neste ano reúne uma programação integrada à pesquisa, à extensão e aos diferentes saberes produzidos e compartilhados pela comunidade universitária, acontece até a próxima segunda-feira (19).“Uma sociedade com a riqueza que nós temos, com chão, céu, água que nenhum povo do mundo tem, e uma inteligência exuberante e cultura impressionante, que é para ninguém no mundo não nos considerar matriz“, afirmou a ministra, ao mencionar os recursos naturais, a inteligência e a cultura brasileiras. Leia Mais Ala da direita sugere a Alcolumbre impeachment de Moraes ainda em 2026 Análise: STF tenta conter pressão crescente sobre ministros da Corte Ipespe: Corrupção, STF, economia e saúde foram temas decisivos no 1º turno “Nós temos vivido como se fôssemos para servir outras nações, outras pessoas, e, com isso, nós perdemos a oportunidade inclusive de oferecer ao mundo modelos, paradigmas de convivência em paz“, declarou.Direitos das mulheresNo evento, Cármen Lúcia também defendeu uma sociedade em que mulheres e homens convivam com igualdade e respeito. A ministra afirmou que a busca por direitos não significa a construção de espaços destinados exclusivamente às mulheres.“Nós não queremos uma terra, nem uma experiência de vida apenas para as mulheres, queremos mulheres com os homens. O que não queremos é ser desvalorizadas, acantonadas, destratadas, violentadas.”Homens de 16 a 24 anos trocaram Lula por Flávio em 2026, diz especialista | CNN ELEIÇÕESDurante a cerimônia, a ministra recebeu a Láurea Ordem Universitária do Brasão da UFMT. Ela foi a primeira homenageada com a distinção, concedida em reconhecimento à sua atuação em defesa dos direitos das mulheres e da igualdade de oportunidades.DemocraciaCom o tema “Ciência e Democracia: caminhos para a equidade”, a conferência de abertura com a ministra Cármen Lúcia foi realizada no Teatro Universitário da UFMT, no campus de Cuiabá.Ao abordar a democracia, Cármen Lúcia destacou a importância de reconhecer e respeitar opiniões diferentes. Segundo ela, o contato com outras formas de pensar contribui para mudanças e avanços.“Que sejamos capazes de conviver democraticamente, sabendo que o outro tem diferença ao que você pensa e isso é ótimo, senão você nunca muda e progride”, afirmou.Entenda a crise no STF e o que pode acontecer a partir de agora