Tupac Shakur: Ex-líder de gangue é condenado por planejar assassinato do rapper; saiba sentença Duane “Keefe D” Davis foi preso pelo assassinato de Tupac. (Foto: Getty)

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Quase 30 anos após o assassinato de Tupac Shakur, a Justiça dos Estados Unidos anunciou, nesta terça-feira (13), a sentença de Duane “Keffe D” Davis, de 63 anos. O ex-líder de uma gangue foi condenado a uma pena de 40 anos à prisão perpétua por ter planejado a morte do rapper, assassinado a tiros em Las Vegas, em setembro de 1996. Segundo a BBC, Davis poderá solicitar liberdade condicional após cumprir o período mínimo de 40 anos, mas permanecerá preso pelo resto da vida caso o benefício seja negado.Davis havia sido considerado culpado por homicídio com uso de arma letal. Embora não tenha efetuado os disparos, os promotores sustentaram que ele comandou o grupo responsável pelo ataque e forneceu a arma utilizada no crime. O ex-líder da gangue South Side Compton Crips foi o primeiro condenado pelo assassinato, que permaneceu sem solução por quase três décadas.[jms-related-posts ids="1301944,1301901"]Durante a audiência, o promotor Marc DiGiacomo criticou a postura de Davis ao longo dos anos, afirmando que ele havia se vangloriado publicamente de seu envolvimento no crime. Segundo o representante da acusação, a morte de Tupac “teve consequências de grande alcance para o mundo”, e as declarações do réu contribuíram para esclarecer sua participação no assassinato.A irmã do rapper, Sekyiwa Shakur, também se pronunciou diante do tribunal e falou sobre o impacto da perda na família. “A perda de Tupac, por muito tempo, paralisou minha família”, declarou. Ela destacou que o irmão tinha grandes planos para o futuro e desejava contribuir para a comunidade em que cresceu. “Ele tinha tanto potencial, tantas intenções de construir um mundo melhor”, acrescentou.[caption id="attachment_1301991" align="aligncenter" width="617"] Duane “Keffe D” Davis durante julgamento pela morte de Tupac Shakur. (Foto: Reprodução/ Law & Crime)[/caption]Sekyiwa pediu que Davis recebesse a maior pena possível e dirigiu uma mensagem ao condenado. De acordo com ela, ele teria tempo na prisão para “refletir sobre o que fez ao mundo, não apenas a mim”. Maurice Shakur, irmão do artista, também participou da audiência e solicitou “a sentença mais longa possível”.Antes da leitura da decisão, a juíza Carli Kierny perguntou se Davis gostaria de se manifestar. “Estou bem. Vou recorrer deste caso, com certeza”, respondeu ele. Na sequência, a magistrada ressaltou a gravidade do assassinato e o impacto que a morte do músico provocou.[anuncio]“Você não pode tirar um homem de sua família. Não pode tirar a própria vida dele, todo o seu futuro, e simplesmente seguir em frente como se nada tivesse acontecido. Especialmente quando esse homem é Tupac Shakur. O mundo nunca se esqueceu dele nem de sua morte”, afirmou Kierny ao anunciar a sentença.O caso ganhou novos desdobramentos após Davis fazer declarações públicas sobre sua participação no crime. Em uma entrevista confidencial à polícia, em 2008, ele admitiu que estava no Cadillac branco de onde partiram os disparos. Na ocasião, o gangster colaborava com uma investigação sobre a morte de outro rapper, The Notorious B.I.G., e havia recebido garantias de proteção contra acusações criminais relacionadas às informações fornecidas.[caption id="attachment_1301987" align="aligncenter" width="617"] Caro onde Tupac Shakur estava depois do ataque. (Foto: Reprodução/ Globo)[/caption]Anos depois, porém, Davis voltou a abordar o assassinato em entrevistas e no livro de memórias Compton Street Legend, publicado em 2019. Segundo a BBC, essas declarações comprometeram o acordo de proteção firmado anteriormente, permitindo que seu depoimento à polícia fosse utilizado no julgamento. Durante o processo, a defesa alegou que os relatos eram exagerados e tinham como objetivo promover o livro e gerar lucro.De acordo com a acusação, Davis teria ordenado o ataque e fornecido a arma utilizada por seu sobrinho, Orlando Anderson, apontado pelos promotores como o autor dos disparos. Anderson, que negou participação no assassinato, morreu em outro tiroteio, em 1998. A defesa de Davis contestou a versão apresentada pela promotoria.[anuncio]Tupac foi baleado em 7 de setembro de 1996, em Las Vegas, e morreu seis dias depois, aos 25 anos. Considerado um dos maiores nomes da história do hip-hop, o artista vendeu mais de 75 milhões de discos em todo o mundo. Seu assassinato se tornou um dos casos mais conhecidos da música norte-americana, alimentando investigações e teorias durante décadas.