A inteligência artificial já deixou de ser uma promessa futura para se tornar uma realidade concreta no mundo dos negócios.No entanto, segundo o especialista George Westerman, do MIT Sloan School of Management, o verdadeiro desafio não está na tecnologia em si, mas na capacidade das empresas de repensarem seus modelos de operação.A declaração foi feita em entrevista ao CNN Cast, durante o Universo TOTVS, evento anual de tecnologia e negócios promovido pela TOTVS. Westerman destacou que a IA não gera valor por si só — ela permite que as empresas façam negócios de forma diferente, e é essa transformação que representa o maior obstáculo. Leia Mais Análise: 2027 começará com um choque de demanda Petróleo dispara e sobe mais de 3%; barril voltou a bater US$ 110 Riscos da IA podem superar as oportunidades, afirma chefe do FMI Tarefas rotineiras em xequeWesterman explicou que, historicamente, a tecnologia sempre foi capaz de substituir tarefas repetitivas.Com a IA, esse processo se acelera e alcança atividades que antes se acreditava serem exclusivamente humanas, como escrever e conversar com pessoas.Para ele, quem ainda executa tarefas rotineiras deve buscar formas de se afastar delas, pois os computadores aprenderão a realizá-las rapidamente.Sobre quais habilidades humanas permanecerão relevantes, o especialista foi cauteloso.Ele mencionou que criatividade, relacionamento interpessoal e pensamento fora do padrão são competências que se espera continuarem tendo valor, mas reconheceu a incerteza:“Ainda não sabemos exatamente o que restará depois que a IA assumir o controle”, afirmou.O verdadeiro desafio é o modelo de negóciosPara Westerman, a parte mais difícil da adoção da IA não é a tecnologia em si.“A IA não é a parte difícil, a parte difícil é pensar como você negocia”, disse.Isso inclui repensar a forma como as empresas vendem para seus clientes e como desenvolvem produtos.A IA, segundo ele, viabiliza essas mudanças, mas a liderança e a iniciativa para conduzir as transformações ainda precisam vir das próprias organizações. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.