O que o Gemini sabe sobre você? Veja quais informações a IA consegue acessar

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O Gemini Google pode utilizar informações de outros serviços da empresa para personalizar as respostas. Na prática, isso significa que o chatbot encontra informações em apps conectados à conta e as usa para responder a perguntas sobre rotina, compromissos, arquivos e outros assuntos pessoais, por meio do recurso Personal Intelligence (Inteligência Pessoal, em português). Com os aplicativos e serviços compatíveis conectados, a IA pode considerar informações que já estão disponíveis na conta Google em vez de depender apenas do que foi escrito na conversa. Pensando nisso, o TechTudo testou a ferramenta para mostrar que tipo de informação o Gemini consegue encontrar. 🔎 Quais dados pessoais você entrega para a IA sem perceber? Veja os riscos🔔Canal do TechTudo no WhatsApp: acompanhe as principais notícias, tutoriais e reviewsGemini Google: Confira o que a IA sabe sobre vocGerada pela IA Gemini 3.5 Flash📝Qual inteligência artificial usar para criar textos grátis? Veja no Fórum do TechTudo📱Comparador de celulares do TechTudo: analise preços, ficha técnica e recursosÍndice O que o Gemini sabe sobre você?Quais dados o Gemini consegue acessarComo descobrir o que a IA sabe sobre vocêTeste na prática: o que o Gemini consegue encontrarComo controlar o acesso aos seus dadosO que muda ao desativar a personalização1. O que o Gemini sabe sobre você?Funções da inteligência personalizadaReprodução/GeminiOs “conhecimentos” do Gemini sobre o usuário podem ir além dos fornecidos durante uma conversa. Com o recurso Personal Intelligence, a IA pode usar informações disponíveis em serviços e aplicativos Google conectados à conta para entender melhor o contexto de cada pessoa e oferecer respostas mais personalizadas. A ferramenta reúne três recursos principais: Memória, que permite ao Gemini aprender com conversas anteriores; Apps conectados, que podem fornecer informações de outros serviços para personalizar a experiência; e Instruções para o Gemini, que permitem definir preferências sobre como a IA deve responder.Isso permite fazer perguntas sobre assuntos que já fazem parte da rotina do usuário sem precisar explicar todo o contexto novamente. Se houver uma conexão autorizada com determinado serviço, por exemplo, o Gemini pode recorrer às informações disponíveis naquela fonte para formular a resposta. Já as instruções personalizadas ajudam a adaptar o formato das respostas às preferências de cada pessoa, enquanto a memória permite que a IA considere informações de conversas anteriores.Prompt para ensaio fotográfico de gestante no Gemini; veja como fazer2. Quais dados o Gemini consegue acessarVerifique a permissão de apps conectados no GeminiReprodução/Gisele VeríssimoAs informações que podem chegar ao Gemini dependem dos serviços conectados e das permissões dadas pelo usuário. Entre as possibilidades estão informações presentes no Gmail, arquivos armazenados no Google Drive, Google Fotos, Google Agenda e outros conteúdos disponíveis em serviços compatíveis.Isso pode incluir, por exemplo, e-mails relacionados a determinado assunto, documentos salvos no Drive, imagens e vídeos ou informações relacionadas a compromissos e atividades, quando esses dados estiverem disponíveis por meio de um serviço que o Gemini possa acessar.Vale ressaltar que ter uma conta Google não significa que o Gemini tenha acesso automático a tudo o que está nela. A IA só pode utilizar informações provenientes de serviços e recursos que estejam disponíveis para ela e tenham sido autorizados pelo usuário. O que não estiver conectado ou disponível por meio dessas integrações não pode ser simplesmente consultado pelo Gemini.Prompts para criar fotos de casamento no Gemini; veja ideias para casais3. Como descobrir o que a IA sabe sobre vocêClique em "inteligência personalizada", na página inicial do Gemini, para verificar as conexões do aplicativoReprodução/Gisele VeríssimoO primeiro passo para entender o que o Gemini sabe sobre você é verificar quais aplicativos estão conectados à inteligência artificial. As configurações de Personal Intelligence permitem consultar e administrar essas conexões. Para isso, abra o aplicativo, acesse as configurações relacionadas à personalização no canto esquerdo e verifique os serviços disponíveis clicando em “apps conectados”. É também nesse espaço que algumas permissões podem ser alteradas ou desativadas.Prompt para restaurar foto antiga: veja passo a passo com Gemini4. Teste na prática: o que o Gemini consegue encontrarRespostas do Gemini a prompts sobre assuntos comuns no Gmail e informações específicas nos arquivosReprodução/Gisele VeríssimoPara descobrir até onde vai a personalização, fizemos perguntas ao Gemini que dependem de informações disponíveis nos serviços Google conectados à conta.Entre os testes, estão perguntas como:“Quais são os assuntos sobre os quais mais converso no Gmail?”“Encontre nos meus arquivos informações relacionadas a [determinado assunto].”“O que você sabe sobre meus planos para os próximos meses?”“Com base nas minhas informações disponíveis, quais lugares eu costumo frequentar?”“Que informações sobre mim você consegue encontrar nos serviços aos quais está conectado?”O resultado foi desigual: em algumas situações, a IA não encontrou dados suficientes; em outras, conseguiu localizar documentos, identificar padrões e até reunir informações de diferentes fontes para construir um retrato do usuário.No Gmail, por exemplo, o Gemini não conseguiu determinar quais eram os assuntos mais frequentes nas conversas. A resposta foi que não havia informações suficientes para identificar os temas com precisão, o que não considerei um problema pois raramente uso este serviço. O resultado mostra que estar conectado ao Gmail não significa necessariamente que a IA conseguirá produzir qualquer tipo de análise sobre o conteúdo dos e-mails.A experiência foi diferente quando perguntei sobre o doutorado. Nesse caso, o Gemini encontrou documentos no Google Drive e reuniu informações presentes neles. A IA identificou a pasta “Doutorado PPGCOM”, localizou arquivos relacionados à trajetória acadêmica e resumiu aspectos do projeto de pesquisa, incluindo o estudo sobre autorrepresentação indígena nas redes sociais e o uso do TikTok.Respostas do Gemini a prompts sobre eventos futuros e localizaçãoReprodução/Gisele VeríssimoTambém perguntamos o que a IA sabia sobre os planos para os próximos meses. A resposta foi mais limitada: o Gemini afirmou não encontrar eventos no calendário que permitissem identificar planos específicos, mas utilizou outras informações disponíveis para apontar que a usuária estava envolvida com projetos de pesquisa em Educação e Comunicação e com a atividade de professora de inglês.O teste com lugares frequentados teve resultado semelhante. O Gemini afirmou que não possuía um mapeamento completo dos locais físicos, mas conseguiu identificar a UERJ e o CAp-UERJ a partir dos registros acadêmicos. Também mencionou aulas virtuais presentes nos registros.Esse resultado ajuda a estabelecer uma diferença importante: a IA pode encontrar referências a lugares em documentos e registros, mas isso não significa que ela tenha acesso a um histórico completo da localização do usuário.A pergunta mais ampla — “Que informações sobre mim você consegue encontrar nos serviços aos quais está conectado?” — produziu a resposta mais reveladora do teste. Em vez de citar apenas um documento, o Gemini reuniu informações de diferentes fontes e organizou o resultado em categorias. A IA identificou o perfil acadêmico e profissional, projetos de pesquisa, interesses e aspectos da rotina. Também mencionou documentos relacionados ao mestrado e ao doutorado, pesquisas sobre comunicação indígena, atividades de docência e até preferências relacionadas à produção de textos acadêmicos.O resultado mostra que a personalização não depende necessariamente de uma única informação isolada. Ao cruzar diferentes dados disponíveis nos serviços conectados, o Gemini consegue construir um contexto mais amplo sobre o usuário.Trend do casal com filho no Gemini: veja prompt que simula a criança5. Como controlar o acesso aos seus dadosClique nos ícones marcados para ativar ou desativar a conexão com serviços do Google WorkspaceReprodução/Gisele VeríssimoQuem não quiser que determinadas informações sejam usadas pelo Gemini pode alterar as configurações de conexão. O Google permite gerenciar os aplicativos e serviços utilizados pela Personal Intelligence, incluindo a possibilidade de desconectar recursos autorizados anteriormente.A mudança pode afetar a forma como o Gemini responde às perguntas. Ao retirar uma fonte de informação, por exemplo, a IA deixa de contar com aquele contexto para determinadas respostas personalizadas.O que é Google AI Studio? Testamos a diferença entre a ferramenta e o Gemini6. O que muda ao desativar a personalizaçãoGemini solicita conexão com Google Workspace para fornecer respostas personalizadasReprodução/Gisele VeríssimoDepois de alterar as configurações de personalização, repetimos as mesmas perguntas para verificar o que mudaria nas respostas. A diferença foi imediata: ao perguntar quais eram os assuntos mais frequentes no Gmail e solicitar informações relacionadas ao doutorado, o Gemini passou a informar que era necessário conectar o para realizar essas buscas. A extensão apareceu como “Recusado”, indicando que a IA não tinha autorização para consultar esses dados diretamente.Em outras perguntas, porém, o Gemini ainda conseguiu oferecer respostas com base no contexto que permanecia disponível. Ao perguntarmos quais lugares costumamos frequentar, por exemplo, a IA afirmou não ter dados específicos sobre locais físicos, mas fez inferências a partir do perfil profissional e das atividades registradas, mencionando ambientes acadêmicos e profissionais. O mesmo aconteceu ao questionarmos os planos para os próximos meses: o Gemini listou projetos acadêmicos, estudos e mudanças profissionais com base nas informações que ainda estavam disponíveis para ele.Gemini explica ausência de informações pela desconexão com Google WorkspaceReprodução/Gisele VeríssimoA diferença ficou mais clara quando perguntamos “Que informações sobre mim você consegue encontrar nos serviços aos quais está conectado?”. Dessa vez, o Gemini afirmou que nenhum serviço externo, como Gmail, Drive, Agenda ou Google Fotos estava conectado à conversa e que, portanto, não poderia buscar informações diretamente nessas contas. A IA explicou que seu contexto naquele momento vinha apenas do que havia sido compartilhado nas conversas e das informações salvas nas configurações da conta. O teste mostra que desativar ou recusar determinadas conexões não faz o Gemini “esquecer” tudo sobre o usuário, mas limita o acesso a novas informações provenientes dos serviços que deixaram de estar autorizados.Com informações de Google (1,2) Mais do TechTudo🎥Veja também: Essa IA me fez conseguir um emprego! Conheça o Character.aiEssa IA me fez conseguir um emprego! Conheça o Character.ai