Em entrevista nesta segunda-feira (19), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) argumentou que o orçamento federal “não é bomba que vai estourar”, após ser questionado sobre o “pacote de bondades” que anunciou na reta final da campanha.“Tudo que está sendo aprovado está na possibilidade fiscal do orçamento. Nós estamos entregando um superávit primário. Não é bomba que vai estourar, se teve um Presidente da República que foi responsável financeiramente fui eu”, declarou ao SBT.Leia Mais: Lula: “Não vou deixar de dar benefício porque tem eleição” Flávio vai às redes reforçar que, se eleito, não acabará com Bolsa Família Análise: Afastamento de Janones causa certa apreensão em campanha do PT O mandatário argumentou que sua experiência como trabalhador de fábrica e pai de família demonstra uma responsabilidade que não precisa ser aprendida “com a Faria Lima” e que as finanças do país serão tratadas com muita responsabilidade.“Aqui no Brasil o sistema financeiro levanta que vai ter um rombo fiscal. O grande problema nosso é a divida com o sistema financeiro. Mas aí se aprovou um Banco Central independente. Então, quando você indica um Banco Central independente, você não pode fazer nada”, disse.O candidato à reeleição questionou a impossibilidade de discutir a política monetária com o Banco Central.“Você não pode ser presidente e não poder discutir a politica monetária porque o Banco Central é independente. Quem discute? O sistema financeiro, que faz pressão todo santo dia. Começa janeiro falando de déficit fiscal e termina o ano falando de déficit fiscal, só não fala do que o governo paga pra eles todo ano”, criticou.Conforme publicou a CNN Brasil, o pacote de bondades do governo já mobilizou R$ 298,4 bilhões, segundo estimativa da IFI (Instituição Fiscal Independente).A esse valor devem ser somados os efeitos de outras medidas aprovadas ou anunciadas recentemente, com impacto fiscal previsto para os próximos anos.Flávio x Lula: Eleição vai ser decidida em quem engajar mais seu eleitor, diz especialista | HORA H