Duda Santos chega à reta final de A Nobreza do Amor com uma bagagem que vai muito além do sucesso. Sua personagem na trama, Alika, rendeu reflexões pessoais muito profundas, que fizeram a atriz desfazer imagens erradas que tinha sobre si mesma. Imersa nos dilemas da princesa de Batanga, a jovem reconheceu que não é fraca, nem egoísta. “Eu entendi que eu e a Alika nos encontrávamos em muitos lugares. Eu me dava como fraca, vulnerável, às vezes. E não! Eu achava que era a personagem mais distante de mim, mas, talvez, seja a mais próxima”, iniciou Duda.A jovem admitiu que se tornou mais corajosa depois de encarar o folhetim. “Acho que eu não tinha muita coragem de ser quem eu sou. Todas as personagens que eu fiz fizeram parte disso, mas a Alika foi a cereja do bolo para eu aceitar mesmo quem eu sou. Tem momentos que eu não gosto muito, mas são parte de quem eu sou. Saio desse projeto transformada, mais corajosa até de ser ridícula. Porque também é parte de mim”, refletiu. Segundo a atriz, Alika a fez entender que a luta por um propósito pessoal nem sempre representa egoísmo. “Eu me achava muito egoísta em alguns momentos da minha vida. ‘Tem meu trabalho, minhas coisas, estou focada, vamos embora’. Mas, na vida, todo mundo tem um propósito. Acho muito bonito vê-la lutando até o final pelo seu propósito”, comparou. Como parte dessa generosidade pessoal que Duda encontrou através de Alika, está o suporte financeiro à família. “Minha família depende de mim, estou na linha de frente agora, ajudando essa família a ascender também. Uma pessoa como eu, quando ascende, tem que pensar em quem veio antes, a gente nunca está sozinho. E a Alika tem muito disso. Eu não luto por mim, luto por uma galera, por uma geração”, completou. Matheus Queiroz/Notícias da TVDuda Santos conversou com a imprensa nos Estúdios Globo‘Novela de fortes emoções’Em uma cena que vai ao ar nesta segunda-feira (19), Alika descobrirá que está grávida e vai enfrentar a fúria de Jendal (Lázaro Ramos). Proibida de dar spoilers sobre a reta final de A Nobreza do Amor, a atriz admitiu certo desconforto com o final do vilão.“A Alika é muito digna, ela não vai matar esse homem, ele tem que pagar pelo que fez. E ela está certa! Ao mesmo tempo que é satisfatório, é difícil ver a queda de Jendal, mas tem que vir a queda desse personagem. Não posso falar muito”, declarou, depois de reclamar, com bom humor, que o rei golpista “é muito chato”.As gravações da novela das seis chegaram ao fim no último dia 10. Como em toda fábula, a trama reserva um final feliz para o casal Alika e Tonho (Ronald Sotto), a quem ela chama carinhosamente de heroína e herói. “Gravamos uma sequência muito linda da coroação e do casamento de Alika e Tonho. Foi muito emocionante de ver. A gente lutou para chegar a esse momento. É uma novela de fortes emoções”, resumiu. Orgulhosa do trabalho final, Duda descreveu A Nobreza do Amor como “um projeto feito de pessoas” e traçou um paralelo entre a trama, marcada pelo protagonismo de pessoas pretas, e o atual momento político do Brasil. Eleitora assumida de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a atriz chorou ao relatar um medo do resultado do segundo turno das eleições. “Juntos, somos muito mais fortes. Mais fortes para um projeto, mais fortes para uma decisão política, mais fortes para tudo que a gente acredita. Nesse momento em que a gente está vivendo, que é tão decisivo e que eu estou com tanto medo, é muito importante que a gente se una para ir atrás do que a gente acredita”, encerrou.A Nobreza do Amor tem como protagonistas a princesa africana Alika, interpretada por Duda Santos, e o trabalhador brasileiro Tonho, vivido por Ronald Sotto. A trama conta com a direção artística de Gustavo Fernandeze é ambientada na década de 1920.A história escrita por Duca Rachid, Júlio Fischer e Elisio Lopes Jr se desenvolve em dois universos fictícios: o reino de Batanga, na costa ocidental da África, e a cidade de Barro Preto, localizada no Rio Grande do Norte.O post Nem fraca, nem egoísta: Como Alika ajudou atriz a reverter uma autoimagem ruim apareceu primeiro em Vitrine do Cariri.