Câncer de mama: aumento de casos reflete incidência e avanço no diagnóstico

Wait 5 sec.

Para o triênio de 2026 a 2028, o Inca (Instituto Nacional de Câncer) estima 78.610 novos casos da doença por ano no Brasil, com risco estimado de 71,57 casos a cada 100 mil mulheres. Os números ganham destaque nesta segunda-feira (19), considerado o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Mama.Na estimativa anterior, referente ao triênio de 2023 a 2025, eram previstos 73.610 novos casos anuais. Leia Mais Mais comum, porém cada vez mais curável: o novo retrato do câncer de mama Risco de câncer de mama é maior em mulheres após os 50 anos; veja sinais Estudo: 5 em cada 10 mulheres recebem diagnóstico tardio de câncer de mama Para o oncologista Ângelo Bezerra, dois fatores principais contribuem para o aumento das estimativas: o crescimento da incidência da doença e os avanços da medicina que têm permitido diagnósticos mais precisos.Segundo o especialista, embora haja esse aumento, a ampliação do rastreamento e os avanços nos métodos de diagnóstico também permitem identificar mais casos.AO VIVO: CNN SINAIS VITAIS - DR. KALIL ENTREVISTA: CÂNCER DE MAMA | 25/04/2026“Hoje, por exemplo, nós discutimos o início do rastreamento do câncer de mama a partir dos 40 anos. As mulheres fazem a mamografia, e isso tem identificado mais casos da doença”, explica o oncologista.Entenda os sinais de alertaSegundo Bezerra, alterações nas mamas, como nódulos, mudanças na pele, saída de secreção pelo mamilo ou dores inexplicáveis, devem ser avaliadas por um profissional de saúde, como um oncologista ou mastologista.A investigação pode incluir exames específicos, de acordo com os sintomas e a avaliação clínica.O médico ainda ressalta que muitos casos de câncer de mama não apresentam sintomas perceptíveis e que a palpação não é suficiente para identificar todos os tumores. Por isso, ele destaca a importância do rastreamento por meio da mamografia, conforme as recomendações médicas.Conheça as formas de reduzir o risco de câncer de mamaA prevenção do câncer de mama envolve a redução de fatores de risco modificáveis e a adoção de hábitos saudáveis. Segundo o Inca, fatores hereditários e aspectos relacionados ao ciclo reprodutivo feminino, em sua maioria, não podem ser modificados.Por outro lado, o excesso de peso corporal, a inatividade física e o consumo de bebidas alcoólicas são fatores que podem ser controlados. O uso de terapia de reposição hormonal também deve ser avaliado com orientação médica.Manter uma alimentação equilibrada, praticar atividades físicas regularmente e evitar o excesso de gordura corporal são medidas que podem contribuir para reduzir o risco de desenvolver a doença.O Inca também destaca a amamentação como fator de proteção contra o câncer de mama e recomenda que ela seja mantida pelo maior tempo possível, respeitando as condições e necessidades de cada mulher.O que é o câncer de mama?Excluídos os tumores de pele não melanoma, o câncer de mama feminina é o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres no Brasil, segundo o Inca.A doença ocorre quando células anormais da mama se multiplicam desordenadamente, formando um tumor que pode invadir outros órgãos.Existem diferentes tipos de câncer de mama, com características e ritmos de evolução distintos. Alguns se desenvolvem mais rapidamente, enquanto outros progridem de forma mais lenta.Quando diagnosticada precocemente e tratada de maneira adequada, a doença apresenta melhores perspectivas de tratamento e maiores chances de resultados favoráveis.Câncer de mama: apenas 30 minutos de exercícios já beneficiam pacientes