Mussa: Projetos sustentáveis emperram em contratos, não na falta de recurso

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O maior entrave para o desenvolvimento de projetos sustentáveis e de transição energética com objetivo de reduzir as emissões de gases de efeito estufa e, por consequência, controlar o aquecimento global, deixou de ser a falta de financiamento.A avaliação foi feita por Ricardo Mussa, CEO do Sustainable Business COP (SBCOP), durante entrevista ao Capital Insight, uma parceria entre a Broadcast e o CNN Money.O SBCOP é uma iniciativa empresarial global criada no Brasil para a COP30, realizada no ano passado em Belém, no Pará, e tem o reconhecimento da ONU. No momento, reúne cerca de 57 milhões de companhias, através de confederações empresariais de 123 países. Leia Mais Sicoob estreia no mercado de capitais com captação próxima de R$ 1 bi iFood estima crescimento de 60% nas vendas da Black Friday ante 2025 Quais são as regras para enquadramento no Minha Casa Minha Vida Para Mussa, o entrave dos projetos sustentáveis, no momento, está na elaboração dos contratos e é necessário um esforço do setor privado para “fazer a roda girar”. Ele admite que fazer negócios envolvendo novas tecnologias ambientais significa mais riscos que outros segmentos conhecidos, mas defende esforços nesse sentido.Na sua avaliação, no Brasil existem muitas oportunidades de ganhos na área de sustentabilidade. “O Brasil é o País solução, não o país problema”, diz.Com o SBCOP, a ambição de Mussa é ajudar o setor privado a implementar projetos sustentáveis ao redor do mundo. “Precisamos de pragmatismo. Durante 30 anos, as COPs discutiram princípios e compromissos dos países em relação às emissões e ao controle do clima. Agora, precisamos mostrar e colocar em prática as soluções que já foram encontradas”, afirma.Mussa conta que na COP30, no Brasil, o empresariado de todo o mundo mostrou exemplos de negócios e soluções bem-sucedidos, que podem e vão ser replicados em outras nações.Segundo ele, esse trabalho continuará e será acentuado na COP31, em novembro, na Turquia. Lá, está previsto o SBCOP reunir cerca de 300 CEOs de grandes empresas globais. A entidade irá apresentar aos governos dos 197 países membros três recomendações de políticas públicas sustentáveis para cada um dos seis diferentes segmentos de atividades que foram escolhidos como prioritários para este ano. Como exemplos, cita os segmentos de energia e agronegócios.Mussa afirma também que o mercado de carbono é uma peça-chave e o instrumento financeiro de mercado mais importante para o controle do clima. Porém, a falta de uma contabilidade única global para o carbono impede esse instrumento de conquistar a simpatia e confiança do mercado financeiro.