O Ministério da Saúde confirmou ao menos 52 casos de sarampo no Brasil em outubro, sendo 41 em São Paulo, dez no Amazonas e um no Rio de Janeiro. As ocorrências chamam atenção visto que a doença infecciosa é uma das mais contagiosas do mundo, e o diagnóstico pode evoluir para quadros mais graves e levar ao óbito.O vírus se propaga pelo ar, por gotículas de saliva e secreções respiratórias, e pode permanecer em suspensão em ambientes fechados por até duas horas após a saída do doente do local.Popularmente associado a uma doença “de criança”, o sarampo, na verdade, pode atingir pessoas de qualquer idade que não estejam imunizadas. Os primeiros sintomas incluem febre alta, tosse, coriza e conjuntivite, seguidos pelo surgimento de manchas avermelhadas que começam no rosto e se espalham pelo corpo. Leia Mais Casos de sarampo sobem para 28 em SP; capital tem maior número de registros São Paulo confirma dois novos casos de sarampo e total chega a 32 Sobe para 26 o número de casos de sarampo confirmados em SP Em muitos casos, porém, a doença evolui para complicações sérias. Entre as mais frequentes estão a pneumonia, principal causa de morte por sarampo em crianças pequenas, otites, diarreia intensa e desidratação. Em casos mais raros, o vírus pode atingir o cérebro e provocar encefalite.Quase 65% das cidades do Brasil têm vacinação contra sarampo abaixo da meta | LIVE CNNVacina é a principal forma de combate à doençaPor não possuir um tratamento específico, a imunização é uma das principais ações para conter o aumento do vírus.A Organização Mundial da Saúde determinou que os países reforçassem sobre a importância da vacinação, visto o grande aumento de circulação da doença na região das Américas. No Brasil, a vacina é gratuita e pode ser adquirida pelo SUS (Sistema Único de Saúde).Orientações para vacinaçãoAs campanhas intensas realizadas em São Paulo, onde estão a maioria dos casos, foram finalizadas em agosto. No entanto, quem continua com doses em atraso deve procurar uma unidade de saúde para atualizar a caderneta, conforme as recomendações do Programa Nacional de Imunizações. O principal público-alvo são crianças e pessoas com o sistema imunológico frágil.Adultos que não têm certeza se já foram vacinados também devem buscar orientação. Diante de febre acompanhada de manchas vermelhas, a orientação é procurar atendimento médico e evitar o contato com outras pessoas, especialmente bebês e gestantes, para não ampliar a cadeia de transmissão.OMS: 5 vidas são salvas por vacinas contra o sarampo a cada segundo