Justiça restringe armas e proíbe Sargento Salazar e Kidson Maia de se aproximarem de Alessandra Campelo

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Justiça restringe armas e proíbe Sargento Salazar e Kidson Maia de se aproximarem de Alessandra CampeloManaus (AM) – A Justiça Eleitoral notificou o deputado federal eleito Sargento Salazar (PL) e o candidato a deputado estadual Kidson Maia (PL) para que cumpram medidas protetivas de urgência que incluem a suspensão da posse e a restrição do porte de armas de fogo, o afastamento mínimo de 200 metros e a proibição de contato com a deputada estadual e candidata a vice-governadora do Amazonas, Alessandra Campelo (PSD). As ordens foram expedidas pela juíza eleitoral Bárbara Folhadela Paulain, no exercício das atribuições do Juízo Eleitoral das Garantias de Manaus, no âmbito de uma representação criminal eleitoral apresentada pela defesa da parlamentar.As medidas foram solicitadas após um episódio nos bastidores do primeiro debate do segundo turno da disputa pelo Governo do Amazonas, realizado pela TV Norte Amazonas. Alessandra relatou que integrantes da comitiva adversária fizeram gestos que interpretou como ameaças de morte, incluindo um movimento semelhante ao de cortar o pescoço, em meio à campanha eleitoral que tem como candidatos Omar Aziz (PSD) e Maria do Carmo Seffair (PL), com votação marcada para 25 de outubro.Sargento Salazar foi notificado pela Justiça Eleitoral sobre medidas protetivas solicitadas pela defesa de Alessandra Campelo (Reprodução)Os mandados de notificação determinam que os dois notificados cumpram imediatamente as restrições estabelecidas pela Justiça. A decisão também prevê a proibição de aproximação a menos de 200 metros da candidata e impede qualquer contato por telefone, e-mail, redes sociais ou aplicativos de mensagens, como o WhatsApp.As determinações incluem ainda a proibição de frequentar ou permanecer nos bastidores e nas áreas reservadas às comitivas em debates, atos e eventos públicos dos quais Alessandra participe. Os mandados advertem que o descumprimento das medidas protetivas poderá configurar o crime previsto no artigo 24-A da Lei Maria da Penha, que trata da violação de medidas protetivas de urgência.Representação cita violência política contra a mulherA defesa de Alessandra apresentou a representação à Justiça Eleitoral na terça-feira, 13 de outubro, pedindo a suspensão da posse e a proibição do porte de armas de Salazar e Kidson Maia, além de restrições de aproximação, contato e acesso a áreas reservadas de eventos políticos. A petição invoca a Lei Maria da Penha e o entendimento atribuído ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a aplicação de medidas protetivas em casos de violência política contra mulheres.O pedido também solicitou o envio de ofícios à Polícia Militar do Amazonas (PMAM), à Polícia Federal e ao Comando do Exército para identificar eventuais registros de armas em nome dos dois e viabilizar o cumprimento das restrições. Segundo a representação, ambos têm formação policial militar: Kidson deixou os quadros da PMAM em 2012, após ser considerado incapaz para o serviço policial, enquanto Salazar foi transferido para a reserva remunerada em abril de 2026.As medidas protetivas determinam distância mínima de 200 metros entre os notificados e Alessandra Campelo. (Reprodução)A defesa também citou uma condenação definitiva de Salazar no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), relacionada à exibição e ao engatilhamento de armas de fogo em propaganda eleitoral contra adversários políticos. De acordo com os documentos descritos no acervo, o parlamentar foi condenado ao pagamento de multa de R$ 5 mil nesse caso.Salazar também responde à Ação Penal nº 0764987-18.2020.8.04.0001, na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Manaus, pela morte de Felipe Kevin de Oliveira Costa, ocorrida em 2019. Na ação, o Ministério Público sustenta a ocorrência de excesso doloso relacionado a nove disparos, dois deles na cabeça da vítima; o processo não deve ser confundido com a representação eleitoral que motivou as medidas protetivas.Além do vínculo político, os dois notificados têm ligação empresarial. Uma alteração contratual da Escudeiro Serviços Terceirizados Ltda., registrada em 14 de novembro de 2024, aponta que Salazar ingressou na sociedade com 25% das quotas, transferidas diretamente por Kidson Maia de Souza. O material fornecido informa que a empresa é administrada exclusivamente por Kidson Maia de Souza Junior.Os dois também participaram das eleições de 2026 pelo Partido Liberal. Salazar foi eleito deputado federal com 212.432 votos, a maior votação nominal do Amazonas para a Câmara dos Deputados, enquanto Kidson recebeu 38.549 votos e ficou como suplente na disputa para a Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam). Segundo os dados eleitorais apresentados, o PL destinou R$ 3 milhões à campanha de Salazar e R$ 1 milhão à de Kidson.O post Justiça restringe armas e proíbe Sargento Salazar e Kidson Maia de se aproximarem de Alessandra Campelo apareceu primeiro em Portal Tucumã.