PT vai à OEA com denúncias de interferência nas eleições pela Meta

Wait 5 sec.

A coordenação de campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entrará com uma denúncia na Organização dos Estados Americanos (OEA) contra o que considera manipulação das redes sociais feita pela Meta, empresa dona das redes sociais Instagram, WhatsApp e Facebook, durante a eleição brasileira.“Não podemos admitir essa interferência que está ocorrendo, principalmente da Meta”, disse o coordenador da campanha, senador Camilo Santana (PT-CE). “Estamos representando junto à OEA para fazer essa denúncia oficial.”Nesta quarta, o partido fez também uma reunião com representantes de organizações internacionais para tentar amplificar as denúncias de interferência, e pretende reunir amanhã observadores internacionais que estão no país para acompanhar as eleições.Entre as denúncias contra a Meta que o PT diz estar acontecendo estão, por exemplo, o fato de postagens do presidente aparecerem sem o botão de compartilhar, terem redução de alcance, e stories também impedirem reações e compartilhamentos, além de aparecerem sem áudio ou em velocidade acelerada.De acordo com a campanha, também estão sendo derrubadas sem razão páginas que defendem a candidatura do presidente ou que fazem convocações para atos que estão sendo organizados.Camilo Santana disse, ainda, que buscas feitas por “exército do Lula” — o canal de WhatsApp criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) para mobilizar a militância lulista — levam à “tropa de Flávio”, canal do mesmo estilo criado pela campanha do opositor, senador Flávio Bolsonaro (PL).O partido também inclui ainda a restrição do Meta AI, inteligência artificial da empresa usada no Whatsapp e outras redes da empresa, para criação de imagens em apoio a Lula.Nesse caso, um pedido feito à IA da empresa se recusa a criar imagens com o nome e o número do presidente, enquanto o mesmo pedido feito para Flávio criaria a imagem sem problemas.A campanha já havia entrado com uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para contestar os problemas detectados com a Meta.Na resposta ao TSE, a Meta admitiu problemas, mas informou que não teriam sido específicos de materiais da campanha. Em relação às visualizações de conteúdos, a empresa alegou que foi um problema mundial de contagem, que não afetou apenas a campanha de Lula.Também reconheceu que retirou do ar a página da campanha do presidente, mas alega que foi apenas por uma hora, por um problema técnico.A desconfiança de que as chamadas big techs poderiam tentar interferir nas eleições brasileiras era uma constante no governo brasileiro. Mais de uma vez, fontes citaram ocorrências na Colômbia e em Honduras como exemplos, mas reconheceram que era difícil se precaver do que poderia vir a acontecer.Procurados pela Reuters, a Meta disse que não iria comentar e o TSE não deu retorno.