A Be8 começou a receber trigo na unidade industrial de glúten e etanol que está construindo em Passo Fundo (RS). O cereal será armazenado até a conclusão das obras, prevista para dezembro deste ano. A empresa investiu mais de R$ 1,5 bilhão no projeto, que terá capacidade para processar 525 mil toneladas de cereais por ano.A unidade terá capacidade para produzir anualmente 210 milhões de litros de etanol, 26,9 mil toneladas de glúten vital e 153 mil toneladas de DDGS, coproduto utilizado na alimentação animal. Embora tenha o trigo como principal matéria-prima, a planta também poderá processar triticale, milho e outros grãos compatíveis com a tecnologia empregada. Leia Mais Amaggi conclui compra de 40% da FS, gigante de etanol de milho Rio Grande do Sul começa a colheita de trigo, diz Emater Grupo Maringá investe R$ 120 milhões em geração de energia com biomassa A Be8 prevê iniciar o comissionamento dos equipamentos em janeiro de 2027, etapa de testes dos sistemas industriais. A expectativa é que a unidade entre em operação comercial ainda no primeiro trimestre do próximo ano, em capacidade plena.O início do recebimento coincide com o avanço da colheita de trigo no Rio Grande do Sul. Segundo a Emater/RS-Ascar, a área projetada para a safra 2026 no estado é de 814,2 mil hectares, com produtividade média estimada em 2.701 quilos por hectare.A empresa também desenvolve um programa de fomento à produção de cereais de inverno, que reúne produtores rurais, revendas e cooperativas gaúchas. Segundo a Be8, a companhia prevê adquirir integralmente a produção dos produtores vinculados ao programa. A iniciativa busca ampliar os canais de comercialização para o trigo e outros cereais de inverno, além de fornecer matéria-prima para a nova unidade industrial.“O início do recebimento do trigo aproxima a indústria do produtor e dá um passo concreto na construção dessa cadeia”, afirmou Erasmo Carlos Battistella, presidente da Be8.Fundada em 2005, a Be8 atua no segmento de energias renováveis e tem sede em Passo Fundo. A companhia possui unidades produtivas no Brasil, no Paraguai e na Suíça e mantém um portfólio que inclui biodiesel, etanol e produtos destinados à alimentação humana e animal.