A Bolsa da Indonésia registrou a maior queda desde a crise financeira asiática de 1998, depois que a MSCI alertou que o país corre risco de ser retirado de seus índices, reacendendo temores de fuga de capital e de perda de atratividade para investidores na maior economia do Sudeste Asiático.O índice Jakarta Composite (JCI) despencou quase 12% nesta sexta-feira, a maior queda porcentual diária em 28 anos. A liquidação se intensificou depois que o índice abriu em baixa de 8%, acionando uma interrupção de 30 minutos nas negociações.As perdas do JCI no ano chegaram a cerca de 40%, um dos piores desempenhos globais em 2026. A rupia, a moeda relevante da Ásia com pior desempenho no ano, enfraqueceu para 18.070 por dólar, o nível mais baixo desde o fim de julho, antes de reduzir perdas e voltar a operar perto de 18.000 por dólar.Na quinta-feira, a MSCI abriu uma consulta sobre a possibilidade de reclassificar a Indonésia de mercado emergente para a categoria “standalone” (isolada), o que excluiria as ações do país de seus principais índices acompanhados por fundos globais. Se isso ocorrer, a Indonésia se juntaria a Argentina, Líbano, Ucrânia, Zimbábue e outros nessa categoria, tornando-se o único país da Ásia-Pacífico no grupo.Leia tambémAções da Indonésia têm a maior queda em 28 anos após alerta de rebaixamento da MSCIA queda de sexta-feira agravou um ano já difícil para as ações locais, consolidando sua posição como o mercado de pior desempenho do mundoO movimento representa uma escalada em relação a janeiro, quando a MSCI alertou que poderia rebaixar o país para a categoria de mercado de fronteira, citando preocupações com condições de investimento e transparência. Na época, o alerta desencadeou uma liquidação de quase US$ 80 bilhões no mercado indonésio.Sob escrutínio de provedores globais de índices e de agências de classificação de risco, as autoridades indonésias anunciaram uma série de reformas e buscaram responder às preocupações do mercado. Em seu comunicado, a MSCI afirmou que as respostas dos investidores sugerem que uma reclassificação para mercado de fronteira não reconheceria adequadamente a profundidade dos problemas.“Não foi observado progresso suficiente de forma consistente em todo o mercado acionário indonésio”, disse a MSCI. “Persistem preocupações significativas sobre disfunções de mercado, incluindo suspeitas contínuas de operações coordenadas e falta de evidências de fiscalização efetiva.”A Autoridade de Serviços Financeiros da Indonésia afirmou que está “analisando cuidadosamente e dando séria atenção” às avaliações da MSCI.Em nota nesta sexta-feira, o regulador disse que ele e entidades autorreguladoras, incluindo a bolsa indonésia, continuarão o diálogo com provedores de índices e investidores institucionais para apresentar o andamento das reformas no mercado de capitais e coletar sugestões para novas melhorias.A MSCI receberá contribuições até abril e anunciará sua decisão final até o fim de junho de 2027. A instituição também pode divulgar uma atualização intermediária sobre as respostas dos investidores durante o período de consulta.Analistas do Citi disseram que a classificação como “standalone” seria “inequivocamente pior” do que um rebaixamento para mercado de fronteira. Não haveria entrada de recursos por índices de mercado de fronteira para compensar a saída, e todo o capital passivo ainda atrelado a referências de mercados emergentes teria de deixar o país, escreveram em nota.Agências de risco também levantaram preocupações sobre a situação fiscal da Indonésia, citando programas amplos do governo que podem pressionar as contas públicas. A Moody’s e a Fitch reduziram neste ano suas perspectivas para a nota soberana do país para negativa.A política monetária também está sob escrutínio, já que o Bank Indonesia enfrenta pressão para apoiar o crescimento econômico e, ao mesmo tempo, estabilizar a rupia, em meio a preocupações com riscos fiscais e saída de capital.Em entrevista na quinta-feira, a presidente do Bank Indonesia, Destry Damayanti, afirmou que a estabilidade monetária e financeira continua sendo a prioridade máxima da instituição. Ela disse que as decisões seguem condicionadas aos dados e que, se o cenário global se deteriorar, o banco central poderá lançar mão de mais instrumentos de política. Por ora, segundo ela, o foco é criar um “ambiente econômico propício ao crescimento real e à criação de empregos”.Leia tambémIbovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa sobe e retoma os 205 mil pontosBolsas dos EUA operam de forma mista Por ora, a atualização mais recente da MSCI parece neutra a levemente negativa para as ações indonésias, já que um rebaixamento se tornou, em grande medida, o cenário principal do mercado, e boa parte das vendas deste ano já ocorreu, segundo Kok Jun Yong, analista da iFAST.Ele disse que alguns fundos ativos de mercados emergentes podem reduzir a exposição antes da decisão de junho, mas que grande parte do movimento de baixa parece já estar refletida nos preços.Mais importante, ele avalia que os problemas da Indonésia são ligados à governança, ao contrário de Argentina e Rússia, onde controles de capital e sanções restringiram investidores estrangeiros.“Embora o sentimento deva permanecer cauteloso no curto prazo, acho que, se houver implementação efetiva, especialmente fiscalização real, pode haver espaço para compras oportunistas nesses níveis de preço”, disse Kok. Fonte: Dow Jones Newswires.*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo EstadoA Bolsa da Indonésia registrou a maior queda desde a crise financeira asiática de 1998, depois que a MSCI alertou que o país corre risco de ser retirado de seus índices, reacendendo temores de fuga de capital e de perda de atratividade para investidores na maior economia do Sudeste Asiático.O índice Jakarta Composite (JCI) despencou quase 12% nesta sexta-feira, a maior queda porcentual diária em 28 anos. A liquidação se intensificou depois que o índice abriu em baixa de 8%, acionando uma interrupção de 30 minutos nas negociações.As perdas do JCI no ano chegaram a cerca de 40%, um dos piores desempenhos globais em 2026. A rupia, a moeda relevante da Ásia com pior desempenho no ano, enfraqueceu para 18.070 por dólar, o nível mais baixo desde o fim de julho, antes de reduzir perdas e voltar a operar perto de 18.000 por dólar.Na quinta-feira, a MSCI abriu uma consulta sobre a possibilidade de reclassificar a Indonésia de mercado emergente para a categoria “standalone” (isolada), o que excluiria as ações do país de seus principais índices acompanhados por fundos globais. Se isso ocorrer, a Indonésia se juntaria a Argentina, Líbano, Ucrânia, Zimbábue e outros nessa categoria, tornando-se o único país da Ásia-Pacífico no grupo.Leia tambémAções da Indonésia têm a maior queda em 28 anos após alerta de rebaixamento da MSCIA queda de sexta-feira agravou um ano já difícil para as ações locais, consolidando sua posição como o mercado de pior desempenho do mundoO movimento representa uma escalada em relação a janeiro, quando a MSCI alertou que poderia rebaixar o país para a categoria de mercado de fronteira, citando preocupações com condições de investimento e transparência. Na época, o alerta desencadeou uma liquidação de quase US$ 80 bilhões no mercado indonésio.Sob escrutínio de provedores globais de índices e de agências de classificação de risco, as autoridades indonésias anunciaram uma série de reformas e buscaram responder às preocupações do mercado. Em seu comunicado, a MSCI afirmou que as respostas dos investidores sugerem que uma reclassificação para mercado de fronteira não reconheceria adequadamente a profundidade dos problemas.“Não foi observado progresso suficiente de forma consistente em todo o mercado acionário indonésio”, disse a MSCI. “Persistem preocupações significativas sobre disfunções de mercado, incluindo suspeitas contínuas de operações coordenadas e falta de evidências de fiscalização efetiva.”A Autoridade de Serviços Financeiros da Indonésia afirmou que está “analisando cuidadosamente e dando séria atenção” às avaliações da MSCI.Em nota nesta sexta-feira, o regulador disse que ele e entidades autorreguladoras, incluindo a bolsa indonésia, continuarão o diálogo com provedores de índices e investidores institucionais para apresentar o andamento das reformas no mercado de capitais e coletar sugestões para novas melhorias.A MSCI receberá contribuições até abril e anunciará sua decisão final até o fim de junho de 2027. A instituição também pode divulgar uma atualização intermediária sobre as respostas dos investidores durante o período de consulta.Analistas do Citi disseram que a classificação como “standalone” seria “inequivocamente pior” do que um rebaixamento para mercado de fronteira. Não haveria entrada de recursos por índices de mercado de fronteira para compensar a saída, e todo o capital passivo ainda atrelado a referências de mercados emergentes teria de deixar o país, escreveram em nota.Agências de risco também levantaram preocupações sobre a situação fiscal da Indonésia, citando programas amplos do governo que podem pressionar as contas públicas. A Moody’s e a Fitch reduziram neste ano suas perspectivas para a nota soberana do país para negativa.A política monetária também está sob escrutínio, já que o Bank Indonesia enfrenta pressão para apoiar o crescimento econômico e, ao mesmo tempo, estabilizar a rupia, em meio a preocupações com riscos fiscais e saída de capital.Em entrevista na quinta-feira, a presidente do Bank Indonesia, Destry Damayanti, afirmou que a estabilidade monetária e financeira continua sendo a prioridade máxima da instituição. Ela disse que as decisões seguem condicionadas aos dados e que, se o cenário global se deteriorar, o banco central poderá lançar mão de mais instrumentos de política. Por ora, segundo ela, o foco é criar um “ambiente econômico propício ao crescimento real e à criação de empregos”.Leia tambémIbovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa sobe e retoma os 205 mil pontosBolsas dos EUA operam de forma mista Por ora, a atualização mais recente da MSCI parece neutra a levemente negativa para as ações indonésias, já que um rebaixamento se tornou, em grande medida, o cenário principal do mercado, e boa parte das vendas deste ano já ocorreu, segundo Kok Jun Yong, analista da iFAST.Ele disse que alguns fundos ativos de mercados emergentes podem reduzir a exposição antes da decisão de junho, mas que grande parte do movimento de baixa parece já estar refletida nos preços.Mais importante, ele avalia que os problemas da Indonésia são ligados à governança, ao contrário de Argentina e Rússia, onde controles de capital e sanções restringiram investidores estrangeiros.“Embora o sentimento deva permanecer cauteloso no curto prazo, acho que, se houver implementação efetiva, especialmente fiscalização real, pode haver espaço para compras oportunistas nesses níveis de preço”, disse Kok. Fonte: Dow Jones Newswires.*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo EstadoThe post Maior queda em 28 anos: o que fez uma das piores bolsas do mundo desabar ainda mais appeared first on InfoMoney.