Magazine Luiza (MGLU3): Parceria com a Shopee impulsiona tráfego sem comprometer rentabilidade, vê BTG

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O BTG Pactual avalia a parceria do Magazine Luiza (MGLU3) com a Shopee como um movimento capaz de aproveitar o tráfego dos concorrentes, ao mesmo tempo em que não compromete a rentabilidade da companhia.Vale pontuar que essa não é a primeira parceria desse tipo anunciada pela varejista. A primeira veio com a AliExpress, em 2024, seguida pelos acordos com a Amazon, em junho, e com o Mercado Livre, em setembro. No caso da novidade com a Shopee, o grupo Magalu oferecerá itens de categorias como eletroeletrônicos e móveis, nas quais a companhia é líder, além de games e produtos de informática, em que o KaBuM! ocupa a primeira posição, entre outros.Também está na mesa a possibilidade de a varejista utilizar as soluções de social commerce da plataforma, como Shopee Lives, Shopee Vídeos e do alcance de mais de 10 milhões de criadores e afiliados no Brasil.Todos os produtos das lojas do grupo serão entregues pelo Magalog, operador que, além de atender o Magazine Luiza, conta com 100 clientes externos e mais de R$ 3 bilhões de receita em 2025.Leia mais: Mais uma para a conta: Magazine Luiza (MGLU3) fecha parceria com Shopee para acelerar vendas do estoque próprio – Money TimesA lógica por trás consiste em usufruir das audiências que essas plataformas já possuem para expandir o potencial de distribuição, ao mesmo tempo em que mantém o controle sobre estoque, logística e atendimento ao cliente. Na prática, o Magalu ganha maior visibilidade nesses marketplaces, mas ainda consegue direcionar como será o relacionamento com o cliente e assegurar o já conhecido atendimento e entrega. Embora não tenham sido divulgadas metas específicas de GMV (Volume Bruto de Mercadorias), a administração espera que esses acordos se tornem importantes impulsionadores do crescimento das vendas online, com a Shopee provavelmente representando a última grande parceria com marketplace anunciada em 2026, segundo o BTG.O banco nota ainda que o Magalu está reposicionando seu ecossistema digital próprio, deixando de lado o modelo de marketplace generalista para adotar uma oferta mais especializada em casa e tecnologia, complementada pela KaBuM!, em eletrônicos e games, e pela Netshoes, em artigos esportivos.O aplicativo da Magalu tem, segundo informações da companhia, mais de 50 milhões de usuários ativos mensais, e um redesenho da plataforma é esperado até o fim do ano.“Na nossa visão, isso representa uma importante mudança estratégica, priorizando o crescimento rentável do GMV e a eficiência da distribuição, em detrimento da ambição de construir um marketplace amplo capaz de competir diretamente com Mercado Livre, Shopee e Amazon em todas as categorias”, dizem os analistas. Perspectivas para o Magazine Luiza Os analistas do BTG Pactual pontuam que a administração do Magalu espera que as vendas online voltem a crescer no quarto trimestre de 2026, impulsionadas pela melhora das tendências em seus canais próprios, pelos volumes incrementais provenientes das parcerias com marketplaces e pelo calendário promocional dos próximos meses, que inclui o 11.11, a Black Friday e o Natal.“Segundo a companhia, setembro apresentou resultados encorajadores. Além disso, a empresa enxerga oportunidades para ganhar participação de mercado diante do processo contínuo de fechamento de lojas da Casas Bahia, especialmente no varejo físico, segmento no qual a Magalu afirma ter sustentado crescimento positivo por aproximadamente três anos”, diz o banco.Na avaliação do BTG, a expansão para marketplaces concorrentes faz sentido do ponto de vista estratégico e pode acelerar o crescimento das vendas online sem exigir investimentos relevantes adicionais em aquisição de clientes.A estratégia é classificada como um fator incrementalmente positivo para as perspectivas operacionais da Magalu. No entanto, evidências de melhora das margens de contribuição e da conversão de caixa serão essenciais para sustentar uma tese de investimento mais estrutural.O BTG tem recomendação de compra para as ações do Magazine Luiza, com preço-alvo de R$ 12.Desempenho das ações As ações do Magazine Luiza performam entre os destaques positivos do Ibovespa (IBOV) no pregão desta sexta-feira (16), na esteira do anúncio com a Shopee e dando continuidade ao movimento majoritariamente positivo observado desde o resultado do 1º turno das eleições de 2026.Por volta de 11h20 (horário de Brasília), as ações da varejista subiam 4,43%, cotadas a R$ 10,84. Acompanhe o tempo real. new TradingView.MediumWidget( { "customer": "moneytimescombr", "symbols": [ [ "MGLU3", "MGLU3" ] ], "chartOnly": false, "width": "100%", "height": "300", "locale": "br", "colorTheme": "light", "autosize": false, "showVolume": false, "hideDateRanges": false, "hideMarketStatus": false, "hideSymbolLogo": false, "scalePosition": "right", "scaleMode": "Normal", "fontFamily": "-apple-system, BlinkMacSystemFont, Trebuchet MS, Roboto, Ubuntu, sans-serif", "fontSize": "10", "noTimeScale": false, "valuesTracking": "1", "changeMode": "price-and-percent", "chartType": "line", "container_id": "98631a7"} ); No acumulado do mês, as ações MGLU3 registram avanço de aproximadamente 82%. O BTG Pactual aponta que o desempenho reflete expectativas mais favoráveis para o desempenho operacional da companhia e um ambiente de juros mais benigno.Além do anúncio com a Shopee, no pano de fundo também está o bom humor sobre ativos cíclicos diante do cenário eleitoral brasileiro. Ativos sensíveis a juros vêm registrando desempenhos significativos de alta, após o resultado favorável à Flávio Bolsonaro no primeiro turno das eleições presidenciais.Analistas do BTG avaliam que o resultado desencadeou uma forte reprecificação das ações brasileiras domésticas e de alto beta, com o varejo entre os principais beneficiários.