Yngwie Malmsteen explica por que não daria certo em uma banda com Dio

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Ao longo dos anos, Yngwie Malmsteen e Ronnie James Dio dividiram o palco em diferentes ocasiões. O guitarrista e o saudoso vocalista do Dio até mesmo gravaram e lançaram em 1999 uma versão de “Dream On” do Aerosmith. Apesar da parceria, os dois não dariam certo juntos numa banda. É o que acredita o músico sueco. Durante uma recente entrevista ao EonMusic, o instrumentista lembrou que o seu primeiro contato com o falecido cantor aconteceu por meio de uma apresentação do Rainbow. Por mais que já fosse um fã de música clássica, a performance do grupo ainda assim o impressionou:“No primeiro show que fui na vida, eu tinha 12 anos. Fui ao Royal Concert Hall, em Estocolmo, que é um lugar bem incomum, para assistir à turnê de ‘Rising’, do Rainbow. Era com o Ritchie [Blackmore] e o Ronnie. Lembro que, naquela época, o som era tão ruim que você não ouvia música de verdade. Era mais uma experiência cerebral assistir àquilo. E lembro que gostei muito, embora, aos 12 anos, eu já gostasse de Paganini e Vivaldi.”Anos mais tarde, por coincidência, os dois encontraram-se no bar e restaurante Rainbow, em Hollywood, nos Estados Unidos. E não demorou para que virassem amigos, como relatado pelo guitarrista: “Cheguei aos Estados Unidos em 1982 e acho que, um dia depois da minha chegada, a banda em que eu tocava, chamada Steeler, disse: ‘ei, vamos ao Rainbow’. Então, fomos ao Rainbow e lá estava ele, o senhor Ronnie. Nos demos bem imediatamente. Naquela época, ele não fazia a menor ideia de quem eu era. Mais tarde, passou a saber, mas nos tornamos amigos antes de qualquer outra coisa. Foi algo bizarro e engraçado, e fizemos muitas turnês juntos.”A partir daí, vieram várias colaborações profissionais. Porém, de acordo com Malmsteen, ambos eram muito controladores e não funcionariam trabalhando em conjunto constantemente:“Toquei com ele no palco inúmeras vezes, além de trabalharmos juntos em estúdio e tudo mais. E, sabe, ele era uma pessoa muito controladora, assim como eu, e nós dois sabíamos disso. Então, acho que teria sido um pouco estranho [se estivéssemos na mesma banda]. Mas sempre tivemos uma relação excelente. Sempre.”Parceria com Ronnie James DioNão é a primeira vez que o guitarrista expressa tal pensamento. Ao Myglobalmind em 2021 (via Whiplash), o músico destacou que os dois eram “líderes natos e cabeças-duras” e que, caso precisassem fazer algo juntos a longo prazo, “seria como dois touros em uma loja de cristais”:“Ronnie e eu tivemos muitas conversas tarde da noite sobre isso! Nós sabíamos que éramos líderes natos e cabeças-duras. Acho que teríamos nos complementado bem. Tínhamos muito respeito mútuo. A primeira vez que o vi se apresentar foi com o Rainbow quando eu era uma criança em 1976. Quando toquei com o Steeler ele costumava ir e me ver o tempo todo. Não sei o que ele estava pensando naquela época. Tocamos juntos no palco e em estúdio mais de uma vez. Sempre foi ótimo, mas a longo prazo, seria como dois touros em uma loja de cristais [risos]. Ele era um cara ótimo e realmente faz falta.”Sobre Yngwie MalmsteenNascido Lars Johan Yngve Lannerbäck na Suécia em 30 de junho de 1963, Yngwie Malmsteen pegou um violão pela primeira vez aos 7 anos de idade, no dia em que Jimi Hendrix morreu, e ganhou sua primeira guitarra aos 9, de presente do irmão.Largou a escola aos 15 e conseguiu um emprego consertando guitarras em uma loja de música em Estocolmo. Enquanto trabalhava lá, ele teve a ideia de escalopar braços de guitarra — modificação que torna as técnicas de vibrato e bending mais fáceis e que se tornaria marca registrada de seus instrumentos.No final da adolescência, cada vez mais frustrado com a cena musical sueca, Malmsteen se viu num beco sem saída: suas composições, por melhores que fossem, não despertavam o interesse de nenhuma gravadora local por não serem “comerciais” o suficiente.Sabe-se lá como, uma demo atravessou o oceano. Mike Varney, chefe da Shrapnel Records na Califórnia, ouviu e ficou impressionado com o estilo de tocar do jovem. Ele entrou em contato e pediu que Yngwie fosse aos Estados Unidos para gravar um álbum pela sua gravadora.Malmsteen foi de mala e cuia para Los Angeles, onde se juntou ao Steeler. Ele gravou um álbum homônimo (1983) com a banda antes de unir forças com o veterano ex-vocalista do Rainbow Graham Bonnet no Alcatrazz, registrando “No Parole from Rock ‘n’ Roll” (1983) e o ao vivo “Live Sentence” (1984).Cansado do expediente de compor em parceria com terceiros, ele saiu do Alcatrazz e pôs na rua o Yngwie J. Malmsteen’s Rising Force, nome sob o qual começou a gravar uma série de álbuns, alguns dos quais obteriam status de clássico não apenas no reino da guitarra, mas no hard e metal como um todo, como “Rising Force” (1984), “Trilogy” (1986) e “Odyssey” (1988).Quer receber novidades sobre música direto em seu WhatsApp? 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