“Eles nunca me deixariam aqui trancada. É loucura. Isso só acontece em filmes, não na vida real.” Foi o que pensou Tia Chandler, paciente de uma clínica particular de pronto-atendimento, enquanto esperava uma enfermeira retornar para liberá-la. A americana acabou presa após toda a equipe médica ir embora, ignorando sua presença no local.O caso aconteceu na cidade de Keene, em New Hampshire, no dia 24 de setembro. Tia estava buscando ajuda médica após um ataque de asma e deu entrada em uma ConvenientMD por volta das 19h30.Minutos depois, ela recebeu uma injeção de corticoesteroides para controlar a crise e foi deixada sozinha em um consultório pela enfermeira que prometeu voltar logo. Em vez disso, a clínica fechou e a deixou trancada.Chandler contou sua experiência ao canal de televisão local WMUR-TV.Leia Mais: Semaglutida pode reduzir consumo de álcool, apontam estudos clínicos Netinho enfrentava Linfoma não Hodgkin; entenda diagnóstico Cirurgia do Papa Leão XIV: saiba como descobrir um nódulo pulmonar “Eu coloquei a cabeça para fora do consultório e disse: ‘Olá? Olá?'”, descreveu. “Então fiquei um pouco nervosa. Corri até a recepção, achando que veria alguns funcionários terminando o expediente, limpando. Então olhei em volta e não havia ninguém, e eu meio que entrei em pânico.”A paciente mandou uma mensagem de texto para o marido, explicando que havia sido trancada, e entrou em contato com o serviço de emergência dos Estados Unidos. A polícia de Keene confirmou ao canal que respondeu à ocorrência.“É muito chocante, não consigo acreditar que isso aconteceu comigo”, disse Tia. “Porque eu literalmente estava pensando, quando estava sentada lá às 20h10: ‘Eles nunca me deixariam aqui trancada. É loucura. Isso só acontece em filmes, numa série, não na vida real’.”Ela afirma que, “provavelmente”, não voltará a usar os serviços da clínica privada.A empresa ConvenientMD, responsável pela franquia, afirmou à emissora que lamenta o incidente, que “nunca deveria ter ocorrido e não representa a qualidade dos serviços que procuram prestar para a comunidade”, e que “tomou medidas para garantir que não acontecerá novamente”.*Publicada por Juliana Santos