Com mais de 14,7 milhões de pequenos negócios no país e responsável pela geração de grande parte das contratações com carteira assinada, o Setor de Serviços deve estar atento às alterações propostas pela Reforma Tributária, principalmente em relação à forma de se pagar impostos.O prazo para adesão ao Simples Nacional, para empresas que ainda não estão no regime, se encerra no próximo dia 15 de outubro. Já quem está no Simples e quer optar pelo regime híbrido, recolhendo o IBS e a CBS fora da guia única, tem até 30 de outubro. Esta opção pode ser cancelada entre 3 de novembro e 20 de dezembro.“O Simples Nacional tende a ser o modelo mais vantajoso para empresas que vendem para o consumidor final. Mas é importante verificar caso a caso, fazer as contas, usar o nosso Simulador, falar com seu contador e procurar o Sebrae. Isso porque há setores que terão produtos e serviços com a alíquota reduzida ou até zerada no regime geral”, explicou o economista e assessor da Diretoria Técnica do Sebrae, Rafael Moreira.“O Simples Nacional tende a ser realmente mais vantajoso pela simplicidade e porque o consumidor final dele não aproveitará crédito da sua compra. Além disso, por ser, em geral, um setor intensivo em mão-de-obra e pouco em insumos, a empresa que estiver no regime geral ou no híbrido tende a acumular poucos créditos tributários”, completou.Foto: DivulgaçãoO especialista ressalta que a Reforma Tributária foi desenhada para tentar manter a arrecadação equivalente à atual, com impostos que venham a substituir e não aumentar a carga tributária total. Ele lembra que a legislação também criou o cashback, a devolução de parte dos impostos pagos por famílias de baixa renda. Portanto, para algumas empresas que vendem para o consumidor final, principalmente se ele for de baixa renda, pode ser que seja interessante ir para o regime híbrido para dar esse benefício aos seus clientes.“É importante também destacar que a mudança vai ser gradual, até para as empresas e os consumidores se acostumarem com esse novo modelo. Possivelmente, num primeiro momento, algumas empresas tenham dificuldade em precificar ou entender como vai funcionar o modelo”, pondera.Não há desespero. A Reforma Tributária foi elaborada para ser adotada por etapas e o Sebrae está pronto para ajudar o empreendedor brasileiro em qualquer ocasião.Rafael Moreira, economista e assessor da Diretoria Técnica do SebraePara os empreendedores que estão inseguros em relação à decisão entre o Simples tradicional e o regime híbrido, Rafael Moreira reforça que a escolha não é definitiva: ela vale por semestre e, a partir de 2027, poderá ser revista nas janelas de março e setembro de cada ano. Ele incentiva a utilização do Simulador Sebrae disponibilizado gratuitamente pela entidade e que já tem mais de 45 mil avaliações realizadas.Nota fiscalPara as empresas de serviços, a primeira mudança chega já em 1º de novembro de 2026: as micro e pequenas empresas do Simples passam a emitir a Nota Fiscal de Serviços eletrônica (NFS-e) obrigatoriamente pelo Emissor Nacional ou a sistemas integrados a ele, e não mais pelos portais das prefeituras. O assessor da Diretoria Técnica do Sebrae alerta ainda que, a partir de janeiro de 2027, as notas fiscais das empresas do Simples Nacional terão que trazer os campos de IBS e CBS, entre outras informações.Por isso, vale confirmar com o fornecedor do sistema de emissão de notas usado pela empresa se ele já está atualizado. “O Sebrae tem um emissor de notas gratuito já pronto para a reforma disponibilizado no seu Portal e pode ser uma opção para os empreendedores”, aponta.Para ajudar as micro e pequenas empresas na escolha, o Sebrae também elaborou uma página exclusiva sobre a Reforma Tributária que reúne vídeos explicativos, cronograma de implementação, e-book, perguntas e respostas frequentes e cursos sobre o novo sistema tributário.Página especial sobre Reforma TributáriaSimulador da Reforma TributáriaE-book “Reforma Tributária e os pequenos negócios”Agendamento de consultoria da CNRCurso online “Reforma Tributária”