Carro elétrico vale a pena? Estudo aponta desvalorização de 46,1% e custos no Brasil

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Carro elétrico pode parecer uma escolha óbvia diante da expansão da mobilidade eletrificada no Brasil, mas um estudo inédito do Clube Unir mostra que a decisão exige mais do que comparar preços de compra. O levantamento considera desvalorização, manutenção, acesso à recarga e perfil de uso para avaliar quando a compra realmente faz sentido.Segundo o estudo, os veículos eletrificados já chegaram a 21% das vendas de leves no país em 2026, enquanto a rede pública e semipública de recarga alcançou 25.429 pontos em maio. Ainda assim, o relatório afirma que a tecnologia não atende da mesma forma a todos os motoristas.Desvalorização pesa mais no carro elétricoDados do IBV Auto, índice do banco BV, citados no levantamento, mostram desvalorização acumulada de 46,1% para veículos elétricos ano 2023 até julho de 2026. No mesmo período, os híbridos recuaram 26,8%, e os modelos a combustão de perfil comparável, 21,4%.O estudo também registra sinais de estabilização recente da perda de valor dos elétricos, o que indica variação conforme idade, modelo e condições do mercado. Além disso, a análise destaca que a mecânica mais simples desses veículos pode reduzir algumas despesas de manutenção ao longo do tempo.“O consumidor precisa olhar para o carro elétrico como uma decisão de uso e de longo prazo. O preço de compra é apenas uma parte da conta. É preciso considerar onde o veículo será utilizado, como será feita a recarga, os custos de manutenção e também o comportamento do modelo no mercado de usados”, afirma Hilário, presidente do Clube Unir e especialista em mercado automotivo e mobilidade elétrica.Leia também:ExpoPostos & Conveniência 2026 bate recorde de público e debate o futuro da mobilidadeDia Mundial Sem Carro destaca transporte coletivo como escolha viávelGeely EX5 EM-i PRO chega ao Move Brasil com condições especiais Geely supera 35 mil unidades vendidas no Brasil e avança no varejoJeep Avenger chega e ajuda a Jeep a registrar seu melhor mês de vendas em cinco anos Webmotors usa IA no WhatsApp para reduzir pela metade o tempo de anúncios de veículosVolkswagen Caminhões e Ônibus expande portfólio para utilitários  Renault Niagara combina conforto de SUV e força de picape para a América LatinaAbrafiltros destaca mitos e verdades sobre a manutenção dos filtros automotivos Infraestrutura cresce, mas perfil do motorista continua decisivoO avanço da infraestrutura acompanha a expansão das vendas. Entre fevereiro e maio de 2026, o Brasil passou de 21.060 para 25.429 pontos públicos e semipúblicos de recarga, alta de 20,7%, segundo a ABVE e a Tupi Mobilidade. Os carregadores rápidos cresceram ainda mais, de 6.479 para 8.601 unidades, aumento de 32,8%.Apesar disso, a distribuição segue desigual. O Sudeste concentrava 11.079 pontos em maio, enquanto o Norte reunia 859. Nesse cenário, o Clube Unir sustenta que a escolha precisa levar em conta a rotina do motorista, a possibilidade de carregar em casa ou no trabalho, a frequência de viagens longas, a autonomia e a perspectiva de revenda.“O crescimento das vendas mostra que o consumidor brasileiro está cada vez mais aberto aos eletrificados, mas isso não significa que o mesmo veículo seja a melhor escolha para todos. Quem roda predominantemente na cidade e consegue carregar em casa ou no trabalho pode encontrar uma relação mais favorável entre uso e custo. Já quem depende de viagens longas ou não tem acesso regular à recarga precisa considerar alternativas, como os híbridos”, explica Hilário.A ABVE informa que os veículos leves eletrificados alcançaram 21% de participação no mercado brasileiro em julho de 2026, com 56.074 unidades emplacadas no mês. No acumulado de janeiro a julho, o setor somou 271.091 unidades, e a entidade passou a projetar mais de 400 mil eletrificados vendidos no ano, com possibilidade de superar 450 mil caso o ritmo médio se mantenha.O estudo também cita a atualização de agosto de 2026 do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), do Inmetro, que reúne informações de 959 modelos e versões, incluindo 185 elétricos, 113 híbridos plug-in e 110 híbridos. A base permite ao consumidor comparar eficiência energética, consumo, emissões e autonomia antes da compra.Com isso, o relatório conclui que a decisão de comprar um veículo eletrificado exige análise conjunta de preço, manutenção, recarga, uso e revenda. Em vez de seguir apenas a tendência do mercado, o consumidor deve avaliar se a tecnologia se encaixa à própria rotina.O post Carro elétrico vale a pena? Estudo aponta desvalorização de 46,1% e custos no Brasil apareceu primeiro em Mobilidade Sampa.