A atriz britânica Gabriella Wilde, de 37 anos, revelou, em entrevista recente ao programa "The Morning", que deixou a carreira artística em segundo plano para se dedicar ao trabalho como “doula da morte”. Conhecida por participações em produções de Hollywood, como "Mulher-Maravilha 1984" e "Doctor Who", ela contou que encontrou nessa atividade uma nova forma de compreender a vida, a mortalidade e o luto.A mudança de trajetória começou durante uma formação em psicoterapia, quando Gabriella passou a se interessar pela maneira como as pessoas lidam com a perda e com a proximidade da morte. Segundo a atriz, o processo despertou sua atenção para a dificuldade de abordar esses assuntos abertamente e para a importância de oferecer acolhimento a quem enfrenta esse momento.[jms-related-posts ids="1303587,1303577"]“Tudo começou quando iniciei uma formação em psicoterapia. Rapidamente, passei a me interessar pela nossa relação com o luto e, consequentemente, com a própria mortalidade. E logo percebi o quão pouco falamos sobre esse assunto”, contou.Segundo Gabriella, a experiência como doula da morte ampliou sua compreensão sobre o fim da vida e o processo de luto. A atriz também afirmou que a atividade transformou a maneira como encara a própria existência.[caption id="attachment_1303619" align="aligncenter" width="617"] Gabriella Wilde em "Mulher-Maravilha 1984" (Foto: Divulgação)[/caption]O contato com pessoas que enfrentam a proximidade da morte a levou a refletir sobre a importância de abordar o assunto com mais naturalidade e oferecer suporte a quem atravessa esse período. “Também mudou a minha relação com a minha própria vida — a forma como vivo. Foi algo que realmente me transformou”, declarou.A doula da morte oferece apoio emocional e prático a pessoas que se aproximam do fim da vida, além de acolher familiares durante esse processo. O trabalho não substitui os cuidados médicos, mas pode ajudar a tornar a experiência mais confortável e humana.[anuncio]Gabriella explicou que a função não consiste em controlar o processo de morrer, mas em oferecer presença e tranquilidade a quem precisa de apoio. “Há um processo em curso sobre o qual ninguém tem controle real; trata-se apenas de oferecer um apoio calmo e gentil à família ou à pessoa, e isso pode ser algo tão simples quanto estar presente e segurar a mão de alguém para que essa pessoa não se sinta sozinha”, afirmou.Assista ao vídeo completo abaixo:https://youtu.be/3AKjh2lAUHA?si=k-GDXer-gMyfdHID