Tom Morello é conhecido por seu ativismo. Formado em ciência política pela Universidade de Harvard, o guitarrista do Rage Against the Machine sempre falou abertamente a respeito de suas opiniões políticas e defende o direito de músicos mostrarem seus posicionamentos.Segundo o artista, não faz sentido “abrir mão do seu direito à liberdade de expressão por causa do trabalho que faz”. Ainda assim, o próprio entende por que certas bandas não seguem uma linha politizada.À Star FM, o guitarrista começou citando canções extremamente políticas que quebraram barreiras e viraram clássicos. Conforme transcrição do site Ultimate Classic Rock, ele disse:“‘War Pigs’, do Black Sabbath, é uma das canções políticas mais impactantes já feitas. ‘Run to the Hills’, do Iron Maiden, fala sobre o genocídio dos povos indígenas americanos.”Em seguida, Morello explicou que, para uma música ser boa, ela precisa ser autêntica, não importa o tema abordado. Por isso, canções que não falam de política também apresentam força. Como exemplo, citou letras do Mötley Crüe e do Judas Priest:“Para mim, a música precisa ser autêntica para ser boa. Se eu não escrevesse canções sobre injustiça, estaria sendo falso e não conseguiria fazer uma música que, acredito, se conectasse com as pessoas. Outras bandas, como o Mötley Crüe, que escreve sobre groupies e coisas do tipo, também são autênticas, e isso faz com que suas músicas tenham força. As letras de Rob Halford abordam uma ampla variedade de temas, mas são muito autênticas… e transmitem essa autenticidade.”Assim, o guitarrista argumentou que os artistas devem fazer músicas fiéis às próprias convicções, independentemente de quais sejam:“Então, minha mensagem é: ‘Não faça música política para agradar Tom Morello. Faça música que seja fiel ao que você acredita. É assim que você pode se conectar com as pessoas’. Como artista, você tem uma responsabilidade, e ela é dizer a verdade por meio da sua arte. Se, por outro lado, você é um artista que tem ideias sobre as injustiças do mundo e se censura por medo de perder alguma coisa, porque uma rádio não vai tocar suas músicas ou porque alguns fãs vão escrever comentários desagradáveis, então, para mim, isso significa prestar um enorme desserviço a si mesmo e à época em que vive.”Tom Morello e a políticaComo mencionado, para além da música, Tom Morello é conhecido por seu ativismo. Formado em ciência política pela Universidade de Harvard, o guitarrista do Rage Against the Machine sempre falou abertamente a respeito de suas opiniões políticas — orientadas ao socialismo — em seu trabalho, não só na mencionada banda, mas também em projetos como o Prophets of Rage e em carreira solo.Em entrevista de 2018 ao Chicago Tribune, o guitarrista opinou a respeito das pessoas que, em especial, costumam dizer para ele que “música e política não se misturam”:“Primeiramente, quando você pega uma guitarra, você não deixa de ter seus direitos. Em segundo lugar, quando as pessoas te dizem para ‘calar a boca e tocar guitarra’ ou reclamam de artistas que se manifestam, é só porque elas não concordam com o que você está dizendo. Não é nada complicado. Não há teste político para ouvir minha música, mas nunca vou comprometer o que quer que seja para satisfazer alguém que está desconfortável com as ideias que tenho no coração.”Quer receber novidades sobre música direto em seu WhatsApp? Clique aqui!Clique para seguir IgorMiranda.com.br no: Instagram | X/Twitter | Facebook | YouTube | Bluesky | Threads | TikTok.O post Por que nem toda banda precisa ser politizada, segundo Tom Morello apareceu primeiro em Igor Miranda.