Ibovespa escapa da quarta queda seguida, mas não salva a semana; PETR4 dispara e bancos pesam

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Ibovespa escapa da quarta queda seguida, mas não salva a semana; PETR4 dispara e bancos pesamO petróleo deu ao Ibovespa o impulso que faltava para interromper a sequência de perdas, mas não foi suficiente para apagar o prejuízo da semana. Nesta sexta-feira (16), o principal índice da B3 avançou 0,54%, aos 205.430,33 pontos, encerrando três pregões consecutivos de queda. Apesar da recuperação, o saldo semanal ficou negativo em 1,74%, depois de duas semanas de valorização.O movimento teve como principal protagonista a Petrobras (PETR4), que disparou mais de 4% acompanhando a escalada do petróleo internacional. Na outra ponta, os grandes bancos recuaram em bloco e limitaram a recuperação da Bolsa.O cenário eleitoral também continuou no radar. As pesquisas Datafolha e Quaest apontaram empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro, mantendo as incertezas sobre o resultado do segundo turno e seus possíveis desdobramentos para a política econômica.Na agenda de indicadores, o IBC-Br avançou 0,3% em agosto, em linha com as expectativas. O resultado trouxe algum alívio após dados mais fracos da indústria e dos serviços, mas não afastou as preocupações com a desaceleração da economia brasileira no terceiro trimestre.Maiores altas e baixasA valorização do petróleo internacional, em meio à intensificação das tensões no Oriente Médio, favoreceu as petroleiras brasileiras. Petrobras (PETR4) disparou 4,04%, enquanto PRIO (PRIO3) avançou 2,56%.O varejo também contribuiu para a recuperação. Magazine Luiza (MGLU3) subiu 6,93%, enquanto Casas Bahia (BHIA3), fora do índice, ganhou 2,70%. Entre os frigoríficos, MBRF (MBRF3) avançou 2,59% e Minerva (BEEF3) teve alta de 1,46%.Já o setor bancário impediu um desempenho mais expressivo. Bradesco (BBDC4) caiu 1,78%, Banco do Brasil (BBAS3) perdeu 0,55%, Itaú (ITUB4) recuou 0,54% e Santander (SANB11) cedeu 0,28%. Vale (VALE3) também terminou no vermelho, com baixa de 0,32%.Luca Girardi, analista de investimentos da Nomad, destaca que o desempenho das petroleiras foi decisivo para a reação do índice. “O principal suporte vem do setor de petróleo, que avança com a alta dos preços dos barris à medida que o conflito se intensifica no Oriente Médio”, afirma.Segundo o analista, a pressão sobre os grandes bancos impediu um avanço mais consistente da Bolsa.Cotação do dólar hojeO dólar comercial fechou em queda de 0,28%, a R$ 5,073, interrompendo três sessões consecutivas de valorização.Girardi explica que o recuo acompanhou o enfraquecimento da moeda americana no exterior, refletido na queda do índice DXY, que mede o desempenho do dólar diante de uma cesta de moedas.Os juros futuros brasileiros terminaram a sessão sem direção única, enquanto os investidores continuaram acompanhando as pesquisas eleitorais e os próximos passos da política monetária.Fechamento das bolsas americanasEm Wall Street, a sexta-feira foi bem menos favorável. As preocupações com o retorno dos investimentos bilionários em inteligência artificial voltaram a pressionar as empresas de tecnologia, enquanto a valorização do petróleo aumentou os temores sobre a inflação americana.Dow Jones: -0,34%, aos 52.002,41 pontosS&P 500: -1,09%, aos 7.659,44 pontosNasdaq: -2,15%, aos 26.140,03 pontosO Nasdaq liderou as perdas, refletindo a pressão sobre empresas de tecnologia e semicondutores. A proximidade da temporada de balanços das gigantes do setor também aumentou a cautela dos investidores.Na próxima semana, o cenário eleitoral brasileiro continuará no centro das atenções, com a reta final da campanha presidencial e o debate previsto para domingo (18).A última cotação do Ibovespa, referente ao pregão de quinta-feira (15), foi de 204.324,26 pontos, com queda de 1,06%.