O rato morto encontrado dentro de um bolo por um cliente de um estabelecimento em Porto Alegre foi assado junto com a massa, conforme a Polícia Civil. As autoridades chegaram a essa conclusão com base no estado em que o corpo do animal foi encontrado. Em entrevista ao programa Gaúcha Mais, nesta quinta-feira (15), a delegada responsável pelo caso também afastou a possibilidade de que o roedor tenha sido colocado de propósito no produto."Como o rato estava todo encoberto, a gente acredita que ele estava dentro do forno e, quando foi assar o bolo, acabou tentando fugir, algo do tipo, e caiu dentro da forma, sendo assado junto com esse bolo", afirmou a delegada Milena Simioli, da Delegacia de Polícia de Proteção aos Direitos do Consumidor (Decon).[jms-related-posts ids="1302617,1302851"]Veja o trecho da entrevistahttps://youtu.be/uy_niEGP7j4?si=w8JLGb0MZH0b5IEv&t=438O bolo foi adquirido na unidade Cavalhada da Casa de Bolos, na zona sul da capital gaúcha. A compra virou caso de polícia quando o cliente denunciou à Polícia Civil que havia encontrado um rato na massa e já tinha consumido algumas fatias antes de perceber a presença do animal. Pouco depois, as autoridades interditaram dois estabelecimentos e determinaram a prisão da proprietária de uma das unidades.[anuncio]Conforme o GZH, a conclusão da polícia diverge de uma das hipóteses levantadas pela defesa da dona da loja de bolos, Amanda Borges Lopes Schenk, 41 anos. Em nota, os advogados afirmaram que o caso será examinado por uma auditoria interna e mencionaram que um dos pontos a ser esclarecido é se haveria a "eventual possibilidade de sabotagem por parte de algum funcionário insatisfeito".Entenda o casoA Polícia Civil recebeu a denúncia de um cliente de uma unidade da Casa de Bolos. Pouco depois, agentes da Decon iniciaram uma fiscalização com o apoio da Vigilância Sanitária e da 13ª Delegacia de Polícia da Capital. As equipes estiveram em estabelecimentos da mesma empresa localizados na Zona Sul e no Centro de Porto Alegre.[anuncio]Durante as inspeções, os agentes encontraram outros problemas, como fezes e urina de roedores em diferentes pontos do imóvel, além de produtos com o prazo de validade vencido. As autoridades também identificaram condições de higiene consideradas inadequadas para a produção e comercialização de alimentos.Os dois estabelecimentos fiscalizados foram interditados e a proprietária de uma das unidades, identificada como Amanda Borges Lopes Schenk, foi presa em flagrante nesta quarta-feira (14), por suspeita de crime contra a relação de consumo. Nesta quinta-feira (15), ela foi solta após passar por audiência de custódia.[caption id="attachment_1302643" align="aligncenter" width="617"] Cliente chegou a consumir uma parte do bolo (Foto: Polícia Civil)[/caption]A soltura foi confirmada pela delegada titular da Decon. Segundo Simioli, a proprietária do estabelecimento foi colocada em liberdade provisória sob condição de adequar os estabelecimentos às normas sanitárias. Ela deve responder ao caso na Justiça em liberdade.Em nota, a Casa de Bolos se manifestou e lamentou o caso. A rede reforçou que "considera inaceitável qualquer situação que coloque em risco a saúde e a segurança dos consumidores". Por fim, a empresa afirmou que, embora as unidades sejam operadas por franqueados independentes, todas devem seguir as diretrizes e os padrões operacionais e sanitários estabelecidos pela direção."A franqueadora acompanha o caso junto às autoridades competentes e ao departamento jurídico, além de conduzir uma apuração interna para esclarecer os fatos e adotar as medidas contratuais cabíveis", concluiu a Casa de Bolos.