Flávio diz que foi surpreendido com prisões de Canella e Bacellar

Wait 5 sec.

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira (16), durante sabatina da TV Globo, que foi surpreendido pelas prisões de Márcio Canella (União Brasil), deputado estadual eleito pelo Rio de Janeiro, e Rodrigo Bacellar (União Brasil), ex-presidente da Assembleia Legislativa fluminense.“Acho que as pessoas têm direito de se defenderem e provar sua inocência, e é o que espero que todos eles façam. Não tem que passar a mão na cabeça de ninguém, não; se cometeu algo de errado, vai ter que responder por isso“, declarou.Flávio também defendeu punições mais severas para pessoas com envolvimento comprovado com facções criminosas. “Quem comprovadamente tem envolvimento com coisa errada, com PCC e Comando Vermelho, tem que pagar dentro da lei, e, no meu governo, vai ter pena mais dura, vai ficar mais tempo preso”, afirmou. Leia Mais Flávio fala em colocar 30 mil imóveis abandonados em fundo para receitas Flávio diz que Bolsonaro nunca tratou de cargo em eventual governo Flávio promete PEC para acabar com reeleição e veto a parentes até 3º grau Canella foi preso nesta quinta-feira (15)Canella foi preso preventivamente nestaa quinta-feira (15), na oitava fase da Operação Unha e Carne. A Polícia Federal investiga uma organização criminosa suspeita de utilizar postos de combustíveis na região metropolitana do Rio de Janeiro para lavar dinheiro. O ex-secretário estadual de Polícia Civil, Marcus Vinicius Fernandes, também foi detido.Segundo a investigação, o esquema movimentou mais de R$ 7,6 bilhões em seis anos. Canella, ex-prefeito de Belford Roxo, foi o segundo deputado estadual mais votado do Rio neste ano, com 197.178 votos, e teve a candidatura apoiada por Flávio Bolsonaro.Barcellar é investigado por obstruçãoRodrigo Bacellar foi preso em 27 de março, por determinação do STF (Supremo Tribunal Federal). Dias antes, a Procuradoria-Geral da República havia denunciado o ex-presidente da Alerj por obstrução de uma investigação relacionada ao Comando Vermelho.Segundo a PGR, Bacellar e outros denunciados atuaram para prejudicar a Operação Zargun, deflagrada em setembro de 2025 contra uma organização investigada por tráfico internacional de armas e drogas, corrupção e lavagem de dinheiro.Na ocasião da prisão, os advogados de Bacellar classificaram a medida como indevida e desnecessária. A defesa afirmou que desconhecia os motivos da nova ordem e que ele vinha cumprindo integralmente as medidas cautelares impostas pela Justiça. Ele segue preso.Semana traz novo equilíbrio de forças entre Flávio e Lula; veja a análise | HORA H