Imagem de elefante carregando seu filhote morto ganha prêmio no Wildlife Photographer of the Year 2026

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O registro de uma elefanta segurando seu filhote morto com a tromba na Namíbia garantiu a Federico Veronesi o prêmio principal da edição de 2026 da Wildlife Photographer of the Year. A maior premiação da categoria é organizada pelo Museu de História Natural de Londres, no Reino Unido, que sedia exposição aberta ao público com todas as imagens a partir de sexta-feira (16).O fotógrafo italiano contou que estava seguindo pegadas de elefante em um leito de rio seco quando notou marcas incomuns, similares a um objeto sendo arrastado na areia.O mistério foi revelado quando uma fêmea adulta se aproximou, carregando o corpo de um filhote recém-nascido, sem vida. Ela havia encaixado a tromba cuidadosamente entre as pernas e a tromba do pequeno elefante para levá-lo consigo.“Emocionalmente, é um soco no estômago. De quebrar o coração”, descreveu a presidente do júri da competição, Kathy Moran. “Intelectualmente, é prova de que os animais têm cognição. Essa foto diz tudo.”Leia Mais: Cães salsicha roubam a cena durante Semana de Moda de Paris; veja fotos ONG promove feira de adoção com oficina de pintura ao lado dos pets em SP Morre Ovelha Chanel, influenciadora com mais de 720 mil seguidores Federico Veronesi, 51, vive no Quênia desde 2002, já lançou três livros de fotografia autoral e organiza safáris fotográficos na África. Sua especialidade envolve registros em preto e branco com forte  contraste entre as luzes e as sombras da savana, além de um interesse particular por elefantes e grandes felinos.Além de sua foto campeã, outros 65 mil concorreram em diversas categorias – um número recorde de obras inscritas no prêmio.O diretor do Museu de História Natural descreve o concurso como “uma demonstração do poder extraordinário da fotografia de vida selvagem de nos fazer ver a natureza de forma diferente.”Para Doug Carr, as fotos escolhidas “nos lembram de que toda espécie tem um papel na complexa teia da vida e nos mostram por que entender e proteger o mundo natural nunca foi mais importante.”