The Last of Us mudará de perspectiva em sua próxima temporada

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Conflito em Seattle terá mais destaqueA terceira temporada de The Last of Us será bastante diferente das anteriores. Com estreia prevista para 2027, os novos episódios deixarão Ellie temporariamente de lado para acompanhar a história de Abby, interpretada por Kaitlyn Dever.A mudança foi indicada no final da segunda temporada. Depois do confronto no teatro, a série voltou três dias no tempo e mostrou Abby acordando na base da Frente de Libertação de Washington, dando início ao outro lado dos acontecimentos de Seattle.Quem jogou The Last of Us Part II já sabe que essa troca de perspectiva também muda o tipo de história apresentada. Enquanto Ellie passa a maior parte de sua jornada perseguindo Abby, a personagem de Dever está diretamente envolvida na guerra entre a W.L.F. e os Serafitas.Abby começa essa parte da trama como uma das principais soldados de Isaac, vivido por Jeffrey Wright. Sua relação com o grupo, no entanto, muda depois que ela conhece Yara e Lev, dois jovens Serafitas que passam a acompanhá-la.Com isso, o conflito que apareceu apenas como pano de fundo na segunda temporada deve ganhar muito mais espaço. A história de Abby inclui operações militares, grandes confrontos e uma aproximação maior com os dois lados da guerra que tomou conta de Seattle.Isso não significa que The Last of Us abandonará completamente o drama, o terror e os infectados. A mudança de protagonista deve apenas fazer com que a temporada tenha um clima mais próximo de uma produção de guerra, enquanto continua explorando as consequências do ciclo de violência iniciado por Joel.Craig Mazin já confirmou que Abby terá um papel central nos próximos episódios. Kaitlyn Dever também adiantou que sua participação será muito maior do que na temporada anterior.A terceira temporada de The Last of Us está prevista para chegar à HBO e à HBO Max em 2027.Fique com:Algumas dessas mudanças podem mudar totalmente sua percepção dos personagens.A segunda temporada de The Last of Us chegou ao fim e, como esperado, adaptou vários momentos marcantes do jogo The Last of Us Part II — mas com mudanças que não passaram despercebidas pelos fãs. Entre ajustes de ritmo, alterações em personagens e até novos diálogos, a série da HBO decidiu seguir um caminho mais emocional e introspectivo, ainda que mantendo os pilares da trama original.Para quem já jogou, é impossível não comparar. Algumas cenas ganharam mais impacto na tela, enquanto outras foram suavizadas ou completamente reformuladas. Se você quer saber o que mudou — ou conferir tudo o que foi diferente do controle para a TV — confira abaixo as 10 principais mudanças entre o jogo e a segunda temporada da série.Abby é apresentada muito antes e de forma mais humanaNo jogo, Abby só se torna jogável após um choque narrativo — sua identidade e motivações são reveladas de forma brusca, o que causou rejeição em parte do público. Na série, os criadores optaram por introduzi-la logo nos primeiros episódios, com flashbacks e interações que explicam sua jornada antes do ato central. Isso ajuda o público a conhecê-la como pessoa antes de julgá-la por suas ações.A cena da morte de Mel é ainda mais devastadoraNo game, Ellie mata Mel sem saber que ela está grávida, descobrindo o fato logo depois. Já na série, a cena é reescrita: Mel implora pela vida do bebê, o que leva Ellie a hesitar e, em um momento de choque, deixá-la agonizando. Essa alteração aumenta o peso emocional da cena e mostra o quão longe Ellie está mergulhada na espiral da vingança.As últimas palavras de Joel são mais íntimasNo jogo, Joel é pego de surpresa sem grandes falas finais. A série, no entanto, reescreve suas últimas palavras, dando a ele um momento de vulnerabilidade com Ellie, em que reconhece erros do passado e reforça seu carinho por ela. É um acréscimo sutil, mas que ressignifica toda a trajetória dos dois personagens até ali.Tommy tem um papel mais racional e protetorEnquanto no jogo Tommy assume uma postura de ação, muitas vezes movido por impulsos parecidos com os de Joel, na série ele se torna uma figura de equilíbrio, tentando conter Ellie e convencê-la a não seguir o mesmo caminho de destruição. Isso faz com que Tommy assuma um papel quase paternal, diferente do irmão impulsivo do game.Personagens novos ajudam a desenvolver os protagonistasA série introduz personagens inéditos, como a terapeuta Gail, que aparece em sessões silenciosas com Joel nos episódios iniciais. Ela não existe no jogo, mas ajuda a expandir o lado psicológico do protagonista, mostrando seus traumas pós-hospital e sua culpa. Esses acréscimos tornam os conflitos internos mais visíveis e menos dependentes de monólogos internos.A morte do cachorro Alice é cortada da sérieUm dos momentos mais polêmicos do jogo é a cena em que Ellie mata Alice, a cadela de Abby. A série opta por não mostrar essa cena, considerando que seria emocionalmente mais difícil em live-action. Em vez disso, Alice é vista em flashbacks com Abby, reforçando a conexão emocional entre eles, mas sem sofrer violência explícita.A estrutura narrativa é menos linearO jogo surpreende ao trocar o controle de Ellie para Abby no meio da história, mas essa transição causou confusão e rejeição para alguns jogadores. A série decide intercalar as narrativas desde o início, com episódios que alternam entre os pontos de vista de Ellie e Abby, criando uma compreensão mais equilibrada das motivações de cada uma.A temporada termina com um novo cliffhangerEnquanto o jogo avança até o fim da vingança de Ellie, a segunda temporada encerra com um cliffhanger dramático: Ellie localiza Abby e a confronta, mas a cena termina antes da luta. Isso gera expectativa para a próxima temporada e constrói tensão narrativa, mantendo o público no suspense — mesmo quem já conhece a história.Abby tem um físico mais realista e atua com maior sutilezaUma das maiores polêmicas do jogo foi o visual extremamente musculoso de Abby. Na série, a atriz Kaitlyn Dever interpreta uma versão mais contida fisicamente, mas intensa emocionalmente, com foco em olhares, silêncios e reações contidas. Isso ajuda a gerar empatia e tornar a personagem mais crível para um público amplo.Jackson se torna o coração emocional da sérieNo jogo, a cidade de Jackson é apenas um pano de fundo funcional. Na série, ela ganha vida própria: vemos festas, política local, convivência e até embates morais entre os moradores. Isso transforma Jackson em um verdadeiro lar — e torna as decisões de Ellie ainda mais dolorosas, pois há algo real a perder.