Steve Harris revela o que mudaria em “No Prayer for the Dying”, do Iron Maiden

Wait 5 sec.

Em seu oitavo álbum de estúdio, o Iron Maiden decidiu “voltar às raízes”. Lançado em 1990, o material ganhou o nome de “No Prayer for the Dying” e marcou a estreia do guitarrista Janick Gers. Apesar das expectativas, o trabalho não alcançou o resultado esperado e recebeu uma série de críticas. Sobretudo, as avaliações destacaram a falta de músicas marcantes no repertório e apontaram o projeto como mais fraco em comparação aos antecessores.Steve Harris, porém, é um defensor do álbum. E, durante recente entrevista à Metal Hammer, fez questão de exaltá-lo.No bate-papo, o baixista deixou claro que não liga para as opiniões negativas a respeito de “No Prayer for the Dying”. Segundo o próprio líder da Donzela de Ferro, a “rejeição” do disco teve um efeito contrário:“Eu acho que é um álbum realmente forte […]. Eu não me importo com esse tipo de coisa [com as críticas]. Lembro de quando o álbum ‘A Passion Play’ (1973), do Jethro Tull, foi duramente criticado e Ian Anderson não queria mais tocar no Reino Unido. Se fosse comigo, eu teria abraçado isso. Teria colocado todos os jornalistas em uma sala e partido para cima deles, não fisicamente, mas verbalmente. Se alguém diz que não gosta de algo, isso faz com que eu abrace aquilo ainda mais. Você precisa acreditar no que faz, não é?”Como relembrado por Harris, o disco acabou gravado no celeiro de sua fazenda, no interior rural da Inglaterra, com o estúdio móvel dos Rolling Stones, para que soasse como um álbum ao vivo. Ao seu ver, o único erro do projeto esteve na forma com que o grupo tentou atingir tal resultado:“Estávamos tentando fazer com que soasse como um álbum ao vivo e é por isso que levamos o estúdio móvel dos Rolling Stones para gravar ao vivo no celeiro. Provavelmente deveríamos ter colocado sons de público, porque isso teria feito com que parecesse mais um álbum ao vivo de verdade. Fizemos isso no vídeo de ‘Tailgunner’ e fez uma grande diferença.”Conforme a Metal Hammer em 2022, Harris afirmou em outra ocasião que a tentativa de fazer o álbum parecer uma apresentação ao vivo “não funcionou completamente”. Ainda assim, o músico ressaltou que não considera o material o pior trabalho da discografia:“Nós tentamos fazer com que o álbum soasse o mais próximo possível de uma apresentação ao vivo. Para mim, não funcionou completamente. Mas, novamente, depende de com quem você está falando. Algumas pessoas acham que é o nosso melhor álbum, enquanto outras acham que é o nosso pior. Eu, particularmente, não acho que seja o nosso melhor, mas certamente não é o nosso pior.”A opinião de Bruce DickinsonAo conversar com a revista canadense Brave Words & Bloody Knuckles em 1998, Bruce Dickinson mostrou descontentamento com a sonoridade de “No Prayer for the Dying”. À época, o artista assumiu parte da responsabilidade sobre a fracassada tentativa de “volta às raízes” e declarou:“‘No Prayer for the Dying’ foi um álbum que eu tenho que compartilhar a responsabilidade coletiva e também a culpa por ser possivelmente o trabalho com pior som do Maiden de todos os tempos, com exceção do primeiro. Todos nós entramos em uma espécie de loucura coletiva e gravamos na cabine antiquada dos Rolling Stones em um celeiro no meio do inverno. Num acesso de entusiasmo, pensamos ‘nossa, seremos terrivelmente descolados porque seremos agrícolas’ e estávamos correndo por aí com palha no cabelo fazendo solos de guitarra e coisas assim. Um disco com qualidade sonora horrível.”Anos mais tarde, à Classic Rock, em 2000, ainda acrescentou:“Foi uma m#rda! Era um disco que soava uma m#rda, e eu queria que não tivéssemos feito dessa forma. Na época, eu me senti tão culpado quanto qualquer outra pessoa, dizendo: ‘Que legal! Olha, estamos todos cobertos de palha!’ Que piada!”Iron Maiden e “No Prayer for the Dying”Oitavo álbum de estúdio do Iron Maiden, “No Prayer for the Dying” marcou a entrada do guitarrista Janick Gers, em substituição a Adrian Smith – que ainda colaboraria com uma composição no tracklist, “Hooks in You”.Contém o único single do grupo a ter chegado ao topo da parada inglesa, “Bring Your Daughter… to the Slaughter”, originalmente composta como uma música solo de Bruce Dickinson.Foi o primeiro a ser gravado em território inglês desde “The Number of the Beast” (1982). O então quinteto alugou a lendária unidade móvel dos Rolling Stones, muito usada por várias bandas clássicas da história do rock.Apesar das reações críticas por parte dos fãs e mídia especializada, “No Prayer for the Dying” vendeu o suficiente para ganhar disco de ouro nos Estados Unidos e Reino Unido, onde chegou ao segundo lugar na parada.Quer receber novidades sobre música direto em seu WhatsApp? Clique aqui!Clique para seguir IgorMiranda.com.br no: Instagram | Bluesky | Twitter | TikTok | Facebook | YouTube | Threads.O post Steve Harris revela o que mudaria em “No Prayer for the Dying”, do Iron Maiden apareceu primeiro em Igor Miranda.