O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (4) a abertura de um terceiro inquérito contra Luís Cláudio Lula da Silva, conhecido como Lulinha, em menos de uma semana. O novo procedimento atende a um pedido da Polícia Federal e amplia a frente de investigações envolvendo o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).Segundo a PF, o foco desta vez é apurar a atuação de um grupo de pessoas suspeito de manter negócios ilícitos relacionados a órgãos da administração federal. A decisão marca a terceira autorização para investigação envolvendo Lulinha desde o fim de julho.Entenda melhor: Terras raras: o que são, para que servem e qual a importância estratégica desses materiaisA sequência de inquéritos aumenta a pressão política sobre o entorno do presidente justamente no início da campanha eleitoral. Embora as apurações tenham objetos distintos, todas surgiram a partir de elementos reunidos durante a Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de fraudes em descontos aplicados sobre aposentadorias e pensões do INSS.Os investigadores ressaltam, no entanto, que os novos procedimentos não tratam diretamente das irregularidades envolvendo benefícios previdenciários. A linha de investigação busca verificar se Lulinha teria atuado em favor de empresários e lobistas interessados em estabelecer negócios com diferentes áreas do governo federal.Leia tambémMilei, Lulinha e Michelle: pesquisas desta quarta podem mudar o rumo da campanhaLevantamentos serão os primeiros após as convenções partidárias e medirão o impacto de episódios que marcaram o início da campanha, como o apoio de Milei a Flávio e as investigações envolvendo LulinhaPL quer investigação sobre ex-chefe de gabinete de Lula após revelação de repassesPartido pretende acionar o STF para apurar se o Planalto foi informado sobre investigação envolvendo Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, antes de sua saída do governoTrês investigações em cinco diasO primeiro inquérito foi autorizado em 30 de julho pelo ministro André Mendonça. A investigação apura suspeitas de tráfico de influência e corrupção em negociações ligadas ao Ministério da Saúde.Segundo a Polícia Federal, há indícios de que Lulinha teria favorecido interesses do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, em tratativas envolvendo a pasta.No dia seguinte, Mendonça autorizou uma segunda investigação. Nesse caso, a PF busca esclarecer se o filho do presidente atuou para beneficiar empresários interessados em contratos com a Dataprev e outros órgãos federais.Esse segundo procedimento apura, além de tráfico de influência e corrupção, possíveis crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa.Agora, com a decisão de Flávio Dino, um terceiro inquérito passa a tramitar no Supremo. A investigação tem escopo mais amplo e mira a suposta atuação de um grupo em negociações consideradas ilícitas junto ao governo federal.As três apurações permanecem em fase inicial. Até o momento, não há denúncia apresentada pelo Ministério Público nem julgamento sobre eventual responsabilidade criminal dos investigados.• Entenda melhor: Terras raras: o que são, para que servem e qual a importância estratégica desses materiais (https://www.infomoney.com.br/guias/terras-raras/)The post Dino autoriza terceiro inquérito contra Lulinha em menos de uma semana appeared first on InfoMoney.