Depois da farsa de Fauci, está na hora de colocar a CPI da Covid no banco dos réus

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Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do PovoCOVID-19Por Flavio Morgenstern03/08/2026 às 16:42Prefira a Gazeta no GoogleMentiras do imunologista que falava “representando a ciência” foram usadas no Brasil para perseguir direitistas. (Foto: Ken Cedeno/EFE/EPA)Ouça este conteúdoO imunologista Anthony Fauci, responsável pelas medidas tirânicas que criaram o primeiro ensaio de uma ditadura global no planeta em 2020, testemunhou diante do Congresso americano nessa semana. O homem que sempre dizia que falava “representando a ciência”, e que qualquer crítica às suas ilações pessoais era “anticientífica” e “desinformação” (dois termos que ficaram na moda naqueles anos de imbecilidade coletiva global), preconizando um totalitarismo de escala planetária com imposições arbitrárias como uso de máscaras, distanciamento social, vacinação experimental forçada e lockdowns, respondeu a mais de cem perguntas repetindo as palavras:“Por orientação de meus advogados, recuso-me respeitosamente a responder, com base nos direitos que me são assegurados pela Quinta Emenda à Constituição.”A Quinta Emenda da sucinta e poderosa Constituição americana garante que ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo em um processo, ainda mais penal. Fauci, que comentava sobre testemunhar ao Congresso quase em tom de ameaça, de repente preferiu “não produzir provas contra si mesmo”.Um dos últimos atos de Joe Biden na presidência foi dar um “perdão futuro” para Fauci não ser julgado pelos seus – e que delícia poder dizer isso – crimes. Fauci foi invocado por 11 em cada 10 jornalistas brasileiros, 12 em cada 2 juízes brasileiros para exigir ordens despóticas durante a pandemia da COVID-19. Mas, pela zona direta de responsabilidade, o tanto de gente que pode ter morrido sob influência de suas decisões pessoais é comparável às vítimas de Adolf Hitler, que são mais indiretas.Fauci mentiu sobre as origens do vírus, que o mundo inteiro já presumia que só podia ter sido criado em laboratório (por quem? Com qual objetivo? Quem vai ser punido?), dizendo que tais desconfianças eram “teorias da conspiração” (um termo inventado pela própria CIA para acobertar suas falcatruas, diz-se).Basta lembrar da reportagem da revista Super, outrora respeitada, que estampava: “Sim, o coronavírus veio da natureza – e não de um laboratório”. Melhor ainda é o subtítulo: “Os boatos de que o vírus foi manipulado pela China não passam de uma mentira. E a ciência prova”.Oh, doce ciência, sempre invocada por jornalistas que dificilmente sabem o que é uma estocasticidade ou uma triboluminescência para defender políticas ditatoriais!Mas se fosse só a imbecilidade das reportagens. Agências de autodeclarado “fact-checking” (como a verborragia ditatorial tem termos chics, não?) saíram censurando o planeta Terra inteiro com base na mesma “inteligência” super “científica” da reportagem vergonhosa supracitada. Contas que levaram anos de trabalho para serem construídas eram canceladas por algum jornalista “científico” que chutou tudo C no vestibular de química em segundos.Citar nomes de remédios e substâncias gerava mais punição do que pornografia infantil e tráfico internacional de órgãos e cocaína. Pais perderam guarda dos filhos (até hoje!!!) por se recusarem a permitir que seus filhos fossem cobaias de um cientista maluco, obsessivo em ver sua foto no New York Times e se achando por que uma Kardashian ligou cientificamente para ele. Canais com décadas de existência, como da Jovem Pan, saíram do ar por dias por conta de um comentário sobre um estudo envolvendo iv***t***. Assunto sobre o qual Fauci, obviamente, mentiu e invocou o som do silêncio para o mundo interpretar.Claro, quase todos os canais que foram desmonetizados – algo como proibir de se trabalhar – foram de direita, por algum mistério que apenas o alinhamento planetário científico é capaz de explicar.Mas enquanto os EUA discutem abertamente a punição penal às Big Pharmas e aos políticos e burocratas não eleitos que inventaram o primeiro ensaio de ditadura mundial desde Gênese 1,1, no Brasil tudo vai na contramão. Até hoje utilizam termos como “anticientífico” para discordar das loucuras de Fauci.Hoje sabemos que a vacinação não cumpria nenhuma de suas promessas – e sim, trouxe riscos e mortes. Que as máscaras eram não apenas inócuas, como muitas vezes poderiam agravar problemas.O diário de Fauci assemelha-se ao de Alfred Rosenberg quando descobrimos qual foi o pensamento “científico” para impor cientificamente o distanciamento social, também conhecido como o momento em que A Ciência Se Fez Carne: “me ocorreu” (sic).Quantos foram punidos por isso no Brasil?Basta se lembrar de um dos capítulos mais autoritários da história brasileira, aquele da CPI da Covid, encabeçada por nomes como Omar Aziz (nunca é recomendável pesquisar no Google por seu nome ao lado de “CPI da Pedofilia”), Randolfe Rodrigues, Renan Calheiros, Eduardo Braga, Humberto Costa (este parece ter um problema com a palavra “sanguessugas”, segundo o Google), Marcos Rogério, Otto Alencar, Tasso Jereissati, Alessandro Vieira, Angelo Coronel (que foi aprender na Rússia a censurar “fake news”), Jader Barbalho, Rogério Carvalho, Soraya Thronicke, Simone Tebet, Leila Barros, Eliziane Gama, Mara Gabrilli, Kátia Abreu e outros. Sempre havia um ou, no máximo, dois nomes a fazer contrapartida, como Flávio Bolsonaro, Eduardo Girão, Marcos do Val, Luiz Carlos Heinze ou Jorginho Mello.CPIs no Brasil costumam sempre terminar em pizza (você já fez a pesquisa sobre a CPI da Pedofilia acima?), mas elas podem permitir que políticos façam buscas e apreensões e quebras de sigilo. E foi o que a CPI fez – não contra corruptos, não contra alguém de sobrenome Odebrecht ou algum mensaleiro ou petroleiro, não contra algum ladrão de estatal ou fundo de pensão. Nada disso.Foi um festival de buscas e apreensões e quebras de sigilo contra cidadãos que nem sequer foram ouvidos ou convocados pela CPIComeçou com a quebra de sigilo mais tirânica da história brasileira, proposta por Alessandro Vieira (que, repentinamente, parece ter se tornado herói da direita para alguns) contra Filipe Martins. Exigiram-se todas as suas conversas privadas e particulares em todas as suas redes sociais, todos os seus e-mails (com ordem para não trocar a ordem das pastas), todas as suas fotos privadas, cópia integral do iCloud, cópia de todos os apps e documentos em todos os meios eletrônicos, histórico de buscas no Google, histórico de geolocalizações, históricos médicos, bancários… enfim, sua vida inteira.Alessandro Vieira argumentou que precisava de tudo isso para saber o que Filipe havia conversado em uma reunião com a Pfizer. Mas nem se deu ao trabalho de convidá-lo, ou mesmo convocá-lo, para explicar.Logo depois, o mesmo modelo de quebra de sigilo foi aplicado a todos os sites de direita possíveis. Terça Livre, Brasil Paralelo, Senso Incomum, Conexão Política e vários outros. Pessoas como Flávio Gordon e Bernardo Küster também foram alvo. Até a Jovem Pan foi parar no bolo – Renan Calheiros, num lapso, disse que foi culpa do seu assessor, que fez “copia e cola”. Merval Pereira, na época, disse que ir contra os “bolsonaristas” era ótimo, mas que incluir a Jovem Pan poderia afetar a liberdade de expressão (e os outros “investigados” não?).Os pedidos de quebra de sigilo eram tão mal formulados, realmente no copia e cola, que falavam de empresas (CNPJs) em vários estados do Brasil, com o mesmo texto, citando reportagens verdadeiras (uma delas citando o FDA, a “Anvisa” americana, além de artigos de opinião), dizendo que “a pessoa trabalha no mesmo andar do presidente Bolsonaro”, copiando e colando o pedido feito por Alessandro Vieira contra Filipe Martins.Pior: uma CPI não pode investigar nenhum fato além do seu escopo. No caso, a falta de suprimentos de oxigênio no Amazonas. Por que supostas “fake news” (que hoje sabemos serem todas verdadeiras) foram punidas com a mesma tirania? Todos os ministros do STF, com as únicas exceções de André Mendonça e Kássio Nunes Marques, votaram pela manutenção da quebra de sigilo. Para saber “se” algum crime foi cometido. Tente a mesma medida contra um terrorista para ver se consegue.O relatório da CPI foi recusado quando os senadores tentaram apresentá-lo em Haia. Os senadores ao menos aproveitaram a viagem com dinheiro público. O que seria do país sem Renan Calheiros, Humberto Costa, Jader Barbalho e outros elogiados pela Globo News para “salvar a democracia” e trazerem “ciência” ao debate via tirania, não?Se a farsa de Fauci está no banco dos réus, está na hora de também colocar no banco dos réus cada uma das autoridades, em todos os poderes, que transformaram o Brasil numa ditadura despótica e estúpida e, como já sabíamos, anticientífica. VEJA TAMBÉM:Flavio MorgensternFlavio Morgenstern é escritor, jornalista e roteirista. É formado em Literatura Alemã e estuda as relações entre linguagem e poder, além da decadência da modernidade, especialmente desde a Primeira Guerra Mundial. **Os textos do colunista não expressam, necessariamente, a opinião da Gazeta do Povo.Encontrou algo errado na matéria?Comunique errosUse este espaço apenas para a comunicação de errosPrincipais ManchetesBrasileiros fazem corrida para doar imóveis antes de mudança no imposto sobre herançaCongresso derruba metade dos vetos de Lula e STF segue em socorro do petistaComo estão Flávio Bolsonaro e Lula nas pesquisas nos principais estadosPF pede 3º inquérito contra Lulinha e advogado recorre ao ministro da Justiça e ao STFTudo sobre:Alessandro VieiraAndré MendonçaAngelo CoronelAnvisaChinaCIACoronavírusDemocraciadesinformaçãoEduardo BragaEduardo GirãoFake NewsFilipe MartinsFlávio BolsonaroJader BarbalhoJoe BidenJorginho MelloJustiçaKassio Nunes MarquesLeila BarrosLiberdade de ExpressãoMarcos Do ValOmar AzizPandemiaRandolfe RodriguesRenan CalheirosSimone TebetSoraya ThronickeSTFTasso JereissatiWHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.